O Hackintosh Mais Potente de 2025: Melhor que um M4 Pro, mas Vale a Pena? (Parte 2)

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Recentemente, foi iniciado um projeto de computador Hacking Toch, montado em um gabinete robusto, semelhante a um Mac Pro, com alças laterais para fácil transporte. Este PC foi configurado com o que há de melhor em hardware para Hacking Toch atualmente, incluindo um processador Intel Core Ultra 9 285K e uma placa de vídeo Radeon RX 6900 XT. Adicionou-se também uma placa de rede Wi-Fi para garantir a funcionalidade de recursos como o Airdrop, nativos do macOS.

Embora a montagem física do hardware seja a parte mais simples, a verdadeira dificuldade reside na instalação e configuração do macOS para que o sistema rode de forma otimizada. Para esta tarefa complexa, foi solicitada a colaboração de um especialista da comunidade Universo Hacking Toch.

Hacking Toch: Ainda Vale a Pena em 2025?

A questão sobre a validade de montar um Hackintos hoje em dia é recorrente, especialmente com a popularização do Apple Silicon. Antigamente, há cerca de 10 anos, o Hackintos era extremamente popular, pois ter um Mac era proibitivo. Hoje, apesar de os preços terem melhorado um pouco, eles continuam altos, e o Hackintos ainda se apresenta como uma alternativa mais acessível para quem busca o sistema da maçã.

Considerando uma máquina intermediária, o custo pode girar em torno de R$ 8.000, embora existam opções mais baratas. O upgrade de memória é um ponto positivo, permitindo capacidades que chegam a 512 GB de RAM em DDR5. No entanto, é preciso avaliar se o software utilizado realmente demanda tanta memória.

O Mac Mini M4, com seu desempenho por eficiência energética, “quebrou as pernas” do mercado, custando em torno de R$ 5.000 a R$ 6.000 com configurações como 16 GB de RAM e 256 GB de SSD. Por outro lado, no Hackintos, há mais flexibilidade para upgrades, mas restrições significativas existem, principalmente em relação à placa de vídeo, que é o fator que mais limita a compatibilidade com o macOS.

O Fim do Suporte Intel no macOS

Há especulações sobre a Apple encerrar o suporte nativo para chips Intel em futuras atualizações do macOS. Embora não seja uma certeza para 2025, a empresa tende a incentivar a compra de hardware novo. Contudo, mesmo que o suporte nativo seja descontinuado, ainda haverá alternativas de gambiarras para manter versões mais antigas do sistema rodando.

Existe inclusive um projeto chamado Arctic Toch, que visa adaptar o Hackintos para chips baseados na arquitetura ARM, seguindo a tendência dos notebooks com Snapdragon. Isso sugere um futuro promissor para a comunidade, mesmo com a migração da Apple para os chips próprios.

Além da montagem física, a virtualização (como Proxmox) é outra via, mas com outra abordagem. Para estúdios e empresas que dependem de versões mais antigas do macOS (como Catalina), o Hackintos ainda é uma necessidade, visto que seus equipamentos legados de alto custo não suportam as novas versões do sistema.

O Processo de Configuração da BIOS e Instalação

A instalação de fato é facilitada pela preparação prévia do especialista, que otimizou o arquivo EFI por mais de 10 horas para este hardware específico (Intel Core Ultra 9). A primeira etapa crucial é configurar a BIOS da placa-mãe Gigabyte, que parece já vir preparada para Hackintos:

  • Reinicializar as configurações da BIOS para o modo avançado.
  • Acessar Save & Exit e selecionar Load optimized defaults para carregar os valores padrão.
  • Ajustar as configurações de desempenho da CPU, como as frequências de Turbo Boost, definindo valores específicos (5.5 GHz para performance e 4.6 GHz para eficiência neste setup).
  • Habilitar High Bandwidth Memory (HBM) para Enable, e selecionar XMP1 no Extreme Memory Profile.
  • Na seção Settings > Iorts, habilitar os Internal Graphics (iGPU).
  • Configurações de Firmware/BIOS: Garantir que 4G Boot e Rescue Boot estejam habilitados.
  • Em Gigabyte Utilities Downloader Configuration, é recomendado desabilitar.
  • As configurações de USB, Network, NVME, SATA geralmente já vêm preparadas.
  • Em Miscellaneous, manter o VTD desabilitado no primeiro boot de instalação, pois é essencial para o funcionamento do macOS, mas pode causar problemas iniciais com processadores Intel Core Ultra.

Após salvar as configurações da BIOS e reiniciar, o sistema é inicializado pelo cartão SD/pen drive contendo o OpenCore. O disco NVMe deve ser formatado como GPT (GUID Partition Map) e nomeado, por exemplo, como “MacOS”.

A instalação do macOS prossegue após selecionar a opção “Install macOS”. Este processo envolve múltiplos reinicializações. Uma vez finalizada a instalação, o sistema exibe a tela de boas-vindas, onde é possível configurar região e idioma. O sistema reconhece corretamente o modelo como Mac Pro, com o processador e a GPU (Radeon RX 6900 XT) especificados.

Verificando Funcionalidades Pós-Instalação

Após o login, é essencial verificar as funcionalidades essenciais:

  • Rede e Airdrop: O Wi-Fi e o Bluetooth devem estar funcionando perfeitamente após a instalação dos kexts corretos, o que permite o uso do Airdrop.
  • Desbloqueio de Segurança: Aplicativos não assinados digitalmente pela Apple (como o HackingTool) são bloqueados inicialmente. Para permitir sua execução, é necessário desabilitar o bloqueio de segurança via Terminal com o comando sudo spctl --master disable, e depois configurar “Anywhere” em System Settings > Privacy & Security.
  • USB e Áudio: Todas as portas USBs são mapeadas corretamente, e o áudio (incluindo os alto-falantes internos e a saída via DisplayPort/HDMI) funciona.

Funcionalidades que não funcionam nativamente:

  • Espelhamento de tela (iPhone Mirror) para o iPad.
  • Touch ID (no teclado) e Apple Watch (para desbloqueio automático).

Análise de Desempenho

Os benchmarks demonstraram resultados impressionantes, especialmente devido à otimização customizada do EFI:

  • Cinebench R23 (CPU): No teste multicore, o Hackintos com o Core Ultra 9 superou o M4 Pro em quase duas vezes.
  • Cinebench 2024 (GPU): A RX 6900 XT se mostrou equivalente à iGPU do M4 Pro, mas o desempenho em Metal foi significativamente maior, sendo o dobro do M4 Pro.
  • BlackMagic RAW (Vídeo): Para renderização de vídeo 8K, o Hackintos atingiu 449 FPS na API Metal, superando o M4 Pro (186 FPS) e o M4 (78 FPS), evidenciando a força da GPU dedicada em cargas pesadas de encode/decode que ainda não são totalmente suportadas pelas novas iGPUs da Intel.

A principal vantagem do Hackintos, mesmo comparado aos novos Macs Apple Silicon, é a capacidade de upgrade de componentes (RAM, GPU, NVMe) e a flexibilidade para instalar outros sistemas operacionais, como o Windows, para rodar jogos.

Perguntas Frequentes

  • Como instalar o macOS em um PC recém-montado?
    É necessário configurar a BIOS seguindo parâmetros específicos para Hackintos, criar um pen drive de instalação com o OpenCore configurado sob medida para seu hardware, formatar o SSD de destino e seguir o processo de instalação guiado.
  • O que é o “salto do gato” (Jump of the Cat) na BIOS?
    São ajustes de desempenho específicos, geralmente ligados aos perfis de energia da CPU e memória (como ativar XMP1 e configurar os clocks de performance e eficiência), essenciais para extrair o máximo desempenho do hardware no macOS.
  • Por que alguns aplicativos não abrem após a instalação do macOS em um Hackintos?
    O macOS bloqueia aplicativos não assinados digitalmente pela Apple por motivos de segurança. Isso é resolvido temporariamente desabilitando a verificação de segurança via terminal com o comando sudo spctl --master disable.
  • Qual a diferença de desempenho entre um Hackintos customizado e um com EFI básico?
    Um EFI básico (apenas para subir o sistema) pode resultar em uma perda de desempenho de quase 50% em comparação com um EFI totalmente otimizado e personalizado para cada componente da máquina.
  • É possível usar o Apple ID e recursos como Airdrop em um Hackintos?
    Sim, é possível utilizar o Apple ID, e recursos como Airdrop e Continuidade funcionam bem, desde que a placa Wi-Fi/Bluetooth instalada seja compatível e corretamente configurada.

Este projeto demonstrou que, com o hardware certo e uma configuração meticulosa, um Hackintos pode entregar um desempenho excelente, especialmente em tarefas que exploram o poder de placas de vídeo dedicadas, sendo uma plataforma versátil para desenvolvimento e jogos.

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