Um parque temático tem o poder de transformar você no personagem principal de uma história? Estamos explorando o Epic Universe, o primeiro grande parque temático a ser inaugurado em 20 anos, onde a tecnologia permite que os visitantes se tornem participantes ativos de diversas maneiras.
Neste artigo, vamos detalhar essas experiências, conversar com as equipes que as desenvolveram e, claro, avaliar o quão divertido tudo isso é. Neste novo parque temático da Universal em Orlando, os visitantes transitam entre cinco áreas temáticas distintas ao passarem por portais diferentes.
Super Nintendo World: O Jogo Gigante
Começaremos pela área mais interativa: a Super Nintendo World, que agora inclui uma seção dedicada a Donkey Kong Country.
Na Super Nintendo World, há muito a ser absorvido, mas a área funciona como um jogo imersivo. Se você adquirir uma Power-Up Band, poderá embarcar em missões para coletar chaves e deter Bowser Jr., ou simplesmente se divertir batendo em blocos de interrogação e acumulando moedas.
A pulseira possui um sensor NFC que monitora seu progresso. É fundamental reservar tempo, pois alguns desafios são complexos e podem exigir múltiplas tentativas para serem vencidos. Você pode precisar esperar na fila para jogar ou contar com a ajuda de colegas de equipe.
A comunicação é a chave para o sucesso nessas interações. A ideia é oferecer um desafio que seja simples de entender inicialmente, mas que possua uma camada de complexidade para quem busca a maestria. Inclusive, a maioria das interações principais oferece um modo difícil.
Ao completar o modo normal, você ativa o modo difícil, identificado pela risada icônica de Bowser Jr., indicando que um novo nível de jogo foi desbloqueado. A forma como algumas áreas são escondidas faz com que a exploração se assemelhe à resolução de um quebra-cabeça, algo incomum em parques temáticos.
Após desbloquear o jogo secreto para deter Bowser Jr., descobrimos que se trata de uma atração legítima, completa com efeitos sensoriais envolventes. A experiência faz com que você se sinta realmente dentro de um jogo. As Power-Up Bands custam cerca de $40, o que pode ser visto como um pagamento para jogar um nível secreto, mas o esforço é recompensador.
Importante notar que o uso do aplicativo para jogar não é obrigatório. É possível desbloquear tudo isso sem tirar o celular do bolso e sem comprar uma Power-Up Band. Você ainda pode interagir com alguns elementos da área e simplesmente explorar o parque, aproveitando a experiência de forma mais livre.
Um ponto de atenção no desenvolvimento foi garantir que o parque “reaja” quando o visitante interage com ele, fomentando uma experiência mais orgânica. Esta área estimula um espírito competitivo, especialmente na atração Mario Kart: Bowser’s Challenge, onde se usa um headset de Realidade Aumentada (AR) para atirar em inimigos flutuantes, sendo pontuado pelo desempenho.
Donkey Kong Country: Foco na Imersão
Em contrapartida, em Donkey Kong Country, o foco se desloca da vitória para a imersão e a atmosfera. A experiência é mais sobre absorver a música e coletar itens enquanto se explora.
O aplicativo móvel pode ajudar a entender o que está sendo coletado, mas a atração principal, Minecart Madness, opera de forma diferente. Ela não possui telas e não envolve um jogo digital. Em vez disso, o design da atração simula o pulo sobre trilhos quebrados, tal qual nos jogos eletrônicos.
Para uma melhor visualização desse efeito, é recomendado sentar na frente do carrinho. Se a intensidade da atração não for o seu foco, você pode mergulhar nas delícias e surpresas que a área oferece, como segredos e surpresas relacionadas à Power-Up Band na própria atração.
Explorando as Terras Mágicas
Para quem gosta de roleplay, as outras áreas temáticas oferecem oportunidades ricas. Na terra repleta de monstros de Dark Universe, a experiência pode ir além dos acessórios tecnológicos. Por exemplo, pode-se experimentar a “fórmula do Homem Invisível”, sentindo-se mais pálido imediatamente após beber.
Os atores espalhados pelo parque elevam a experiência, aprofundando os visitantes na história (o lore) de maneiras que pulseiras ou aplicativos não conseguem, agindo como “missões secundárias” de um jogo.
A imersão mais profunda ocorre no Wizarding World, especificamente na área do Ministério da Magia, ambientada na Paris dos anos 1920, inspirada nos filmes Animais Fantásticos. Há criaturas mágicas para descobrir por toda parte.
Varinhas e Feitiços no Mundo Mágico
Uma visita a uma loja de varinhas é essencial, onde se pode comprar uma varinha para descobrir criaturas escondidas. Essas varinhas interagem com a luz, refletindo-a em câmeras infravermelhas ocultas.
Existem pistas no chão sobre como conjurar feitiços. Ao ficar no lugar certo e seguir o padrão de movimento correto, é possível acionar um efeito mágico. No entanto, nem toda magia requer uma varinha; conversar com pinturas pode gerar respostas interativas.
Quanto mais o visitante se dedica a explorar cantos escondidos, interagir com personagens e até mesmo pinturas, mais a mágica acontece. Um exemplo prático foi a interação verbal com uma pintura, que respondeu de forma improvisada, graças a um ator na retaguarda, misturando-se perfeitamente ao ambiente.
É interessante notar que tudo isso pode ser vivenciado sem o uso de um aplicativo, apenas explorando e descobrindo. Quando questionados sobre a aceitação dos visitantes em relação à tecnologia interativa, a resposta aponta que, com o crescimento da popularidade de mídias como videogames, o nível de interação esperado pelo público tem se tornado mais padrão, permitindo experiências mais orgânicas no parque.
Existe um aplicativo para varinhas avançadas que acompanha o progresso na área mágica. Curiosamente, nesta seção, é preciso esconder a varinha, pois um inspetor pode repreender quem a estiver usando sem necessidade.
Após explorar o parque de várias maneiras, percebe-se uma mudança na evolução dos parques temáticos. Os visitantes estão mais dispostos a participar ativamente da narrativa, em vez de serem meros espectadores passivos. Embora seja possível aproveitar tudo sem os acessórios extras, eles aprimoram a experiência. Por exemplo, na Nintendo World, algumas interações só são visíveis mediante a compra de um acessório, como a aventura de Bowser Jr., que se mostrou bastante divertida e justificou a aquisição do item para alguns.
O ponto crucial em todas essas experiências interativas é a dedicação de tempo e a disposição para encarar a atividade como um jogo. Você pode não acertar na primeira vez, mas o objetivo é se divertir com quem está junto e descobrir a magia que pode ser criada.
Perguntas Frequentes
- Como a tecnologia melhora a experiência no parque?
A tecnologia, como sensores NFC e Realidade Aumentada, permite que os visitantes interajam ativamente com o ambiente, transformando-os em participantes de missões e jogos, em vez de meros espectadores. - É possível aproveitar as áreas interativas sem comprar acessórios?
Sim, é possível experimentar grande parte da interatividade básica e da exploração do parque sem comprar acessórios adicionais como as Power-Up Bands ou utilizar o aplicativo móvel. - Qual a diferença entre as interações em Super Nintendo World e no Mundo Mágico?
Em Super Nintendo World, o foco é em jogos, coleta de pontos e desafios competitivos com acessórios digitais. No Mundo Mágico, a ênfase é na imersão narrativa, descoberta de criaturas e feitiços usando varinhas interativas. - O que torna as interações com atores especiais?
As interações com atores que improvisam e respondem diretamente ao que o visitante diz, muitas vezes simulando reações pré-programadas, adicionam profundidade à história (lore) e criam momentos únicos. - Por que é recomendado ter tempo disponível para as áreas interativas?
Os desafios interativos, especialmente os que envolvem missões e modos difíceis, podem ser complexos e demorados, exigindo repetição ou cooperação com outros visitantes para serem concluídos.






