A Evolução Contínua do iPad: Mais Perto de um Mac, Mas Ainda em Busca da Identidade Híbrida
O iPad, desde seu lançamento em 2010 como um “iPhone gigante que não faz chamadas”, passou por uma longa jornada de evolução. Ao longo dos anos, seu design tendeu a se assemelhar mais ao de um laptop, contudo, a funcionalidade real de um laptop permaneceu fora de seu alcance.
A mais recente atualização do sistema operacional promete aproximar ainda mais o iPad da experiência de um Mac. Agora, é possível abrir múltiplas janelas, gerenciá-las livremente, e temos a introdução de uma barra de menu, um cursor, um sistema de arquivos mais robusto e a capacidade de manter tarefas rodando em segundo plano. Estas são ferramentas e interfaces que tradicionalmente associamos à produtividade de um computador.
A Espera por um Verdadeiro Substituído de MacBook
Após 15 anos, a expectativa era que a Apple finalmente reconhecesse que o iPad estaria pronto para substituir os MacBooks. Contudo, houve a percepção de que a empresa vinha restringindo o sistema operacional, mantendo o iPad mais como um “irmão mais velho” do iPhone, ideal para rabiscar com a Apple Pencil, do que como uma ferramenta de trabalho completa.
Com o anúncio das novidades no iPadOS 26 (previsto para o outono), a reação inicial foi de euforia, com muitos declarando a “morte do MacBook”. No entanto, a realidade é que o dispositivo melhorou, mas ainda não atingiu o status de um substituto completo para o MacBook. Estamos muito perto do tablet ideal, mas a Apple ainda o retém de se tornar um verdadeiro sucessor do MacBook.
As Novidades do iPadOS 26
É animador ver a Apple integrar mais funcionalidades de produtividade no iPadOS 26. O iPad historicamente foi posicionado como um dispositivo de consumo de conteúdo: leitura, vídeos e jogos. Quando a Apple Pencil foi introduzida, o uso se expandiu para anotações, apresentações e artes, o que ajudava a justificar sua aquisição.
No entanto, para quem depende de softwares específicos em um ambiente de trabalho ou estudo, o iPad sempre foi limitado, forçando a dependência do ecossistema Mac. O iPad era reservado para “rabiscos criativos e anotações”, enquanto o MacBook era para “trabalho de verdade”.
A ironia reside no fato de que o iPad, com seu hardware potente (em certos momentos superando até mesmo MacBooks em processamento), poderia facilmente dominar como um dispositivo híbrido, semelhante a um Microsoft Surface.
O problema central persiste: o iPadOS e os aplicativos para iPad são projetados para telas sensíveis ao toque, enquanto os programas de Mac não são otimizados para isso. Isso cria uma divisão imposta pelas necessidades de software.
A Solução Proposta: Um Botão Híbrido
Um colega especialista em análise de iPads por mais de uma década sugeriu uma ideia simples para resolver essa divisão: a capacidade de alternar entre os modos Mac e iPad com um único comando.
A ideia é poder viajar com apenas um dispositivo. Ao pressionar um botão, o sistema se transformaria em um Mac; ao pressionar novamente, voltaria a ser um iPad.
A Apple já está caminhando nessa direção com o iPadOS 26, ao transformar o ambiente em algo mais parecido com o Mac por meio de um toque no Centro de Controle. Mas a visão é torná-lo *completamente* um Mac quando necessário.
Além disso, questiona-se por que os aplicativos não podem ser universais. Atualmente, um usuário profissional que usa um determinado software no MacBook tem uma versão separada para o iPad. Como os dispositivos compartilham chips semelhantes e capacidades de RAM comparáveis, a sugestão é permitir que o aplicativo de Mac (talvez a versão otimizada para um MacBook Air) rode diretamente no iPad Pro, garantindo a compatibilidade entre as aplicações.
Vantagens Persistentes do MacBook
Embora o iPad evolua, os Macs ainda mantêm superioridade em aspectos cruciais:
* **Suporte a Monitores Externos:** Não é possível usar um monitor externo com o iPad em modo fechado, algo que o Mac suporta nativamente.
* **Acessórios e Customização:** Macs permitem maior personalização de periféricos, como botões em mouses.
* **Perfis de Usuário:** Um Mac permite múltiplos perfis de usuário, enquanto o iPad é estritamente individual.
Um antigo vídeo de marketing da Apple questionava “O que é um computador?”. Isso gerou polêmica, especialmente por sugerir que uma criança não saberia o que é um computador se nunca tivesse usado um Mac. A verdade é que o iPad só pode ser considerado um computador se for capaz de rodar programas de nível profissional.
As mudanças no iPadOS 26 sinalizam que a Apple reconhece a necessidade de o iPad se assemelhar mais ao Mac. A questão final é: a Apple admitirá que o dispositivo precisa ser um verdadeiro híbrido, capaz de se transformar em um Mac sob demanda?
Perguntas Frequentes
- O que as atualizações do iPadOS 26 trouxeram de novo?
As atualizações incluem a possibilidade de múltiplas janelas, uma barra de menu, um cursor, um sistema de arquivos aprimorado e a execução de tarefas em segundo plano, aproximando a experiência da de um Mac. - Qual é o principal impedimento para o iPad substituir o MacBook?
O principal impedimento é a arquitetura do sistema operacional e dos aplicativos, que são otimizados para toque no iPad, enquanto muitos softwares profissionais exigem o ambiente macOS. - É possível rodar aplicativos de Mac diretamente no iPad?
A sugestão é que, dado o hardware similar, os aplicativos de Mac deveriam ser compatíveis com o iPad, permitindo que o mesmo software profissional funcione em ambos os dispositivos. - Quais recursos os Macs ainda oferecem que o iPad não tem?
Macs suportam melhor a conexão com múltiplos monitores, permitem mais customização de acessórios e oferecem suporte para múltiplos perfis de usuário. - Qual a melhor forma de resolver a dualidade entre iPad e Mac?
A proposta é implementar uma funcionalidade de “transformação”, permitindo que o iPad se torne um Mac completo com um simples comando, eliminando a necessidade de carregar dois dispositivos.






