Novos Avanços da Unitree: G1 e H1 em Ação
A Unitree recentemente revelou novas demonstrações de seus robôs humanoides, o G1 e o H1, que mostram progressos significativos em mobilidade e interação. Os novos materiais em texto exibem o robô G1 correndo, andando e navegando por terrenos variados, além de um clipe do robô H1, maior, realizando movimentos de dança. Este artigo explora os detalhes dessas atualizações e o que elas podem significar para o futuro da Unitree e da indústria de robótica em geral.
Demonstrações do Robô G1: Caminhada e Terreno Irregular
O mais recente material sobre o G1 começa com o que a Unitree descreve como “Whole Body walking” (caminhada de corpo inteiro). Esta demonstração foca na coordenação entre os ombros e braços do robô, combinada com um movimento de balanço dos quadris. É notável que o G1 parece estar caminhando de forma mais fluida nestes vídeos do que nas demonstrações anteriores.
Além disso, o novo material exibe o G1 em movimento sobre terrenos irregulares, o que é um marco importante. Foram mostradas as seguintes situações:
- Correndo em solo rochoso.
- Movimentação em subida e descida.
- Caminhada lateralmente ao longo de uma inclinação.
- Descendo escadas.
A cena em que o G1 desce escadas é particularmente interessante, pois mostra o robô aterrissando com um pé parcialmente apoiado no degrau e o outro parcialmente fora. Observa-se como ele se equilibra e consegue continuar a correr, indicando uma capacidade de recuperação de equilíbrio avançada.
O Robô H1: Dança e Escala
O H1 é o robô humanoide maior da Unitree, medindo cerca de 1,75m (5’9″), sendo mais de 45 centímetros (um pé e meio) mais alto que o G1, e consideravelmente mais caro.
Um clipe recente do H1 o apresenta executando movimentos de dança coreografados ao lado de dançarinos humanos. A legenda associada ao material, escrita como se fosse do próprio robô, diz: “Eu sou agora um comediante no Gala do Festival da Primavera, esperando trazer alegria para todos. Vamos ultrapassar limites todos os dias e moldar o futuro juntos.”
Contexto das Novas Demonstrações
Essas novas exibições dos robôs H1 e G1 surgem semanas após a Unitree ter lançado seu novo conjunto de dados de movimento de corpo inteiro (full-body motion data set) de código aberto. Para comemorar, a empresa compartilhou simulações do G1 e H1 realizando diversas coreografias de dança, utilizando dados de dançarinos reais.
A Unitree geralmente não compartilha muitos detalhes sobre seus vídeos de demonstração, além de uma breve descrição. Uma regra importante ao analisar qualquer material de robótica é não presumir autonomia, a menos que a empresa o declare explicitamente.
Em contato com a Unitree, foi confirmado que os robôs aprenderam essas novas habilidades através de uma combinação de imitação (mimicry) e dados de entrada de vídeo. Especificamente, a rotina de dança do H1 no Festival da Primavera foi um ensaio pré-definido, criado com dados de dançarinos humanos.
A empresa também mencionou que o controle de movimento de IA de corpo inteiro foi utilizado para sincronizar os movimentos do H1. Além disso, varreduras LiDAR do ambiente permitiram que os robôs dançando fizessem pequenos ajustes em resposta a mudanças ou eventos não planejados no cenário. Quando operando em ambientes que não foram mapeados por LiDAR, a Unitree indica que seus robôs são operados por controle remoto.
Experiência com o G1 em Eventos
Houve a oportunidade de pilotar o G1 da Unitree durante sua apresentação na CES no início do ano. Na ocasião, foi informado que a demonstração não seria autônoma devido ao ambiente lotado e dinâmico, e porque o G1 ainda não havia tido a chance de mapear o espaço onde operaria. As demonstrações autônomas vistas na CES eram notavelmente mais contidas em ambientes fechados.
Desafios da Mobilidade Humanoide
Como as empresas de robótica ainda não resolveram completamente o desafio de operar robôs de forma autônoma e segura em ambientes complexos e em constante mudança, a caminhada continua sendo um obstáculo significativo no campo da robótica humanoide. Se a caminhada falhar, o robô pode cair com força e sofrer danos.
Para garantir que seus hardwares permaneçam protegidos e para tornar seus robôs mais versáteis e robustos, as empresas têm investido anos aperfeiçoando a locomoção. Observamos desenvolvimentos semelhantes de outras empresas como a Boston Dynamics e a Agility Robotics, que também demonstraram seus robôs correndo, atravessando terrenos acidentados e operando fora de laboratórios.
A Agility Robotics, por exemplo, focou inicialmente em aperfeiçoar a caminhada com seu primeiro robô, o Cassie, que era basicamente apenas um par de pernas com sensores, sem um torso, permitindo que a empresa se concentrasse exclusivamente em dominar a marcha.
As novas demonstrações da Unitree indicam que a empresa está fazendo avanços concretos para tornar seus humanoides mais capazes, ágeis e naturais em seus movimentos.
Perguntas Frequentes
- O que a Unitree utiliza para ensinar novas habilidades aos robôs?
Os robôs aprendem novas habilidades através de uma combinação de técnicas de imitação (mimicry) e dados de entrada de vídeo. - Qual a diferença principal entre o G1 e o H1?
O H1 é significativamente maior (cerca de 1,75m) e mais caro que o G1. - Como o H1 consegue se ajustar a mudanças inesperadas durante a dança?
Varreduras LiDAR do ambiente permitem que o H1 faça pequenos ajustes em reação a mudanças ou eventos não planejados no cenário. - É possível que esses robôs operem autonomamente em qualquer ambiente?
Atualmente, se os robôs operam em ambientes não mapeados por LiDAR, a Unitree afirma que eles são operados por controle remoto. - Por que a caminhada é um desafio tão grande na robótica humanoide?
A caminhada é complexa, pois uma falha pode resultar em uma queda pesada, causando danos significativos ao hardware do robô.






