Lançamento de Teste do Primeiro New Glenn da Blue Origin: Tudo o que Aconteceu em 6 Minutos

Acompanhando um Lançamento Histórico: Detalhes da Missão

O procedimento de lançamento começou com a ativação do comando “Big Water”, seguido pelo armamento do sistema de água. Em seguida, foi ativado o piloto automático. A contagem regressiva seguiu normalmente: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1.

Decolagem e Fase Inicial do Voo

No momento do “Lift off”, todos os sete motores entraram em operação, gerando o impulso total necessário. A verificação das pressões de câmara revelou que estavam dentro dos parâmetros esperados. Logo após a confirmação de que o veículo havia limpado a torre, 18 segundos após o início, o veículo prosseguiu em voo.

Aos 27 segundos de voo, as pressões nas câmaras dos motores continuaram estáveis e boas. O veículo iniciou a manobra de inclinação (pitch over) para apontar a trajetória para o rumo desejado. As respostas de taxa de corpo (body rate responses) foram consideradas nominais, e as pressões da câmara permaneceram boas 40 segundos após o lançamento.

Aos 50 segundos, a qualidade dos dados coletados se mostrou satisfatória. Cerca de um minuto de voo após o início, todos os parâmetros continuavam positivos.

Desempenho e Superando o Max Q

Os sete motores continuaram a operar conforme o planejado no primeiro estágio. A qualidade dos dados e as respostas de taxa de corpo foram descritas como fenomenais. A trajetória de ascensão estava sendo construída em direção ao espaço.

Aos 1 minuto e 30 segundos, o veículo passou por uma mudança de perfil, atingindo Mach Um, momento em que se tornou supersônico. Logo em seguida, o veículo cruzou o ponto de Max Q (pressão dinâmica máxima), que é o momento mais crítico da fase de voo para aquele tipo de veículo. Os motores continuaram a operar bem durante essa fase, e as respostas de taxa de corpo permaneceram nominais.

O desempenho dos dados e das pressões da câmara se mantiveram bons ao longo da passagem pelo Max Q. A aceleração continuou com os sete motores, e os perfis de taxa de corpo permaneceram dentro do esperado.

Fim do Boost e Separação de Estágios

Com aproximadamente 2 minutos e 30 segundos de voo, a trajetória foi confirmada como nominal. Faltavam cerca de 30 segundos para o término da fase de propulsão (boost phase).

Próximo ao momento do corte do motor principal (Main Engine Cut Off – MECO), o sistema RCS (Reaction Control System) do estágio dois foi preparado (priming).

Ao atingir três minutos de voo, ocorreu a separação do estágio um do estágio dois. Imediatamente após a separação, houve a ignição dos dois motores do estágio dois (V3U), e as pressões da câmara foram confirmadas como boas.

Aos 3 minutos e 40 segundos, as taxas de corpo estavam boas, e a qualidade dos dados de ambos os estágios se mostrou satisfatória. O estágio dois realizou uma manobra de inclinação (pitch up). As respostas de taxa de corpo foram novamente descritas como fenomenais.

Jettison da Coifa e Pouso do Booster

Com quatro minutos e 20 segundos de voo, ocorreu o desprendimento da coifa de carga útil (payload fairing jettison), liberando a carga útil. O estágio dois continuou sua ascensão em direção à órbita lunar.

O estágio um, o booster, começou sua manobra de retorno para um pouso no oceano. O alvo de pouso era um navio de pouso (Landing Ship) chamado *Jacqueline*, que estava aguardando o pouso do propulsor.

Aos 5 minutos e 30 segundos de voo, a separação do estágio um do estágio dois foi considerada limpa e nominal. O booster estava a caminho de seu local de pouso designado.

Fase de Cruzeiro do Estágio Superior

O estágio dois, carregando a nave *Pathfinder* para o *Blue Ring*, continuou sua missão em direção à órbita lunar, onde coletaria dados por seis horas.

Logo após, foi confirmado o reacendimento dos três motores do estágio dois. As taxas de corpo do estágio dois permaneceram boas enquanto ele continuava seu impulso planejado, atingindo 7 minutos e 45 segundos de voo.

O sucesso da missão foi celebrado por todas as equipes envolvidas nas diversas instalações. A missão atingiu o espaço, e a nave *Pathfinder* estava pronta para iniciar a coleta de informações.

Perguntas Frequentes

  • O que é Max Q em um lançamento espacial?
    Max Q refere-se ao ponto de pressão dinâmica máxima, o momento em que as forças aerodinâmicas exercidas sobre o veículo são mais intensas durante a subida atmosférica.
  • O que significa a manobra de “pitch over”?
    É a manobra realizada pelo veículo logo após a decolagem, onde ele inclina seu eixo longitudinal para estabelecer a trajetória desejada, apontando para o destino orbital ou de inserção.
  • Qual o papel do sistema RCS?
    O RCS (Reaction Control System) é usado para controlar a atitude e a orientação de um veículo espacial quando ele está no vácuo ou em condições onde as superfícies de controle aerodinâmicas não são eficazes.
  • Por que o booster retorna para pousar no oceano?
    O retorno e pouso do booster em um navio de pouso é uma prática de reutilização, permitindo que o primeiro estágio do foguete seja recuperado para voos futuros.