Há algum tempo, circularam vazamentos sobre o suposto iPhone Ultra, um dispositivo dobrável que, inicialmente, não foi levado a sério. A proposta era de um aparelho mais compacto, que, ao ser aberto, formaria um tablet perfeitamente funcional com proporção de 16:9. A grande questão é: será que esse design finalmente traria sentido ao mercado de smartphones dobráveis?
Para entender essa mudança, precisamos olhar para além da própria marca da maçã. Fabricantes como a Huawei, OPPO e a Motorola já exploram formatos que se distanciam dos aparelhos extremamente finos e compridos que se tornaram o padrão da indústria. A realidade é que o design dos smartphones atuais, muitas vezes, sacrifica a ergonomia em nome de telas maiores, dificultando o uso com apenas uma mão.
O problema dos dobráveis atuais
A maioria dos primeiros dobráveis que chegaram ao mercado, como a linha Galaxy Fold, focou em ser um “fablet” (fusão de smartphone com tablet). Embora fossem tecnologicamente impressionantes, eles sofriam com um formato estreito e alto demais quando fechados, o que tornava a tela externa pouco prática para o uso cotidiano. O usuário acabava tendo um celular com ergonomia ruim, que, ao ser aberto, funcionava apenas como uma tela gigante, mas sem uma otimização real de usabilidade.
Por outro lado, o formato que se provou mais eficiente é o mais “quadrado” ou baixo, que lembra o estilo de aparelhos clássicos da Blackberry. Esse design oferece:
- Melhor ergonomia: Encaixa naturalmente na mão.
- Acesso total: Os elementos da tela não ficam fora do alcance dos dedos.
- Funcionalidade real: Um formato quadrado ou 1:1, quando aberto, aproxima-se de uma proporção de tablet mais utilizável.
A influência da Apple na indústria
Independentemente de preferências pessoais, é inegável que a força de mercado da Apple é monumental. Se a empresa decidir lançar um dispositivo dobrável com esse formato mais compacto — que vira um mini-tablet ao abrir —, é muito provável que isso dite uma nova tendência global. Muitas outras fabricantes seguirão o exemplo e adotarão o mesmo caminho no mês seguinte.
Embora essa “revolução” possa ser creditada à marca pela mídia, a verdade é que o crédito pelo design funcional pertence às fabricantes que já vinham testando e acertando esse formato há algum tempo, como a Huawei. A Apple, ao adotar esse padrão, apenas “chancelaria” o formato, tornando-o popular para o grande público.
Em resumo, o mercado está diante de uma possível transição importante. Se os dobráveis deixarem de tentar ser apenas aparelhos compridos esticados e passarem a abraçar formatos mais compactos e ergonômicos, teremos, pela primeira vez, uma solução real para um problema que aflige os usuários há gerações.
Perguntas Frequentes
- Por que o formato dobrável “comprido” é considerado ruim?
Ele compromete a ergonomia, tornando difícil alcançar o topo da tela com uma mão só e dificultando a usabilidade em tarefas diárias simples. - O que caracteriza um formato “passaporte” ou quadrado em dobráveis?
É um design mais largo e baixo, que privilegia a facilidade de manuseio e oferece uma área útil de tela mais equilibrada para leitura e consumo de mídia quando aberto. - Por que a Apple demorou tanto a entrar no mercado de dobráveis?
A marca costuma esperar a maturação tecnológica das soluções para evitar falhas graves de design e durabilidade que outros fabricantes enfrentaram no início. - Qual a principal vantagem de um celular que dobra para ser compacto?
A portabilidade superior, permitindo que o usuário tenha uma tela grande quando precisa, mas um dispositivo fácil de carregar e manusear quando está apenas realizando tarefas rápidas. - A mudança para formatos quadrados significa o fim dos celulares tradicionais?
Não necessariamente. Indica uma diversificação de opções, permitindo que o usuário escolha entre aparelhos tradicionais ou modelos dobráveis que priorizem o conforto e a usabilidade.






