Galaxy S26 Ultra: 4 meses depois, eu compraria de novo?

Já se passaram quatro meses desde o lançamento do Galaxy S26 Ultra. Inicialmente, o aparelho gerou críticas por não apresentar grandes novidades em relação à geração anterior. No entanto, após um uso intenso na vida real e no dia a dia de trabalho, a percepção mudou. Neste artigo, você conhecerá a experiência real com este smartphone, os pontos em que ele continua se destacando e onde ele ainda deixa a desejar.

Autonomia de bateria

Um dos pontos que gerou mais expectativa — e frustração — foi a bateria. A Samsung optou por manter os mesmos 5.000 mAh de gerações passadas, quando muitos esperavam um aumento para, pelo menos, 5.500 mAh. Na prática, a autonomia não mudou drasticamente, mas não chega a ser um problema.

Para quem utiliza predominantemente o Wi-Fi, o aparelho não deixa na mão. Mesmo com o uso de dois perfis de WhatsApp (Business e pessoal), a bateria supre bem as necessidades do dia a dia. É claro que, em um uso mais pesado, com dois chips, rede 5G e alta demanda, pode ser necessário realizar uma carga extra ao longo do dia.

Velocidade de carregamento e performance

Uma evolução notável está na velocidade de carregamento, que passou de 45W para 60W. Embora não acompanhe os concorrentes que oferecem 100W ou mais, o incremento para 60W, somado à eficiência na manutenção dessa potência, permite carregar o dispositivo de forma muito mais ágil. Em poucos minutos, é possível recuperar uma porcentagem significativa de carga.

Em termos de fluidez, este é, possivelmente, o melhor modelo da linha Ultra já lançado. O aparelho mantém um desempenho consistente, sem travamentos ou lentidão, mesmo sob carga alta de trabalho, como a edição de arquivos de vídeo. Além disso, a possibilidade de utilizá-lo como um desktop, conectando-o a monitores, teclados e mouses, reforça seu papel como uma ferramenta de produtividade completa.

Câmeras e integração com redes sociais

O conjunto fotográfico recebeu melhorias, especialmente em condições de baixa luminosidade, graças às novas aberturas (f/1.4 na lente principal de 200 MP). O novo modo Log, com diversas opções de personalização, agrada quem busca um aspecto mais cinematográfico.

Um ponto crucial que foi finalmente resolvido é a integração com o Instagram. A nova estabilização para a câmera frontal garante gravações de stories com qualidade muito superior e estável, algo que era muito aguardado pelos usuários.

Vale a pena o upgrade?

  • Do S24 Ultra para o S26 Ultra: Vale a pena. O salto em processamento de imagem, estabilização para redes sociais e a fluidez do sistema compensam o investimento.
  • Do S25 Ultra para o S26 Ultra: A troca é mais questionável. Se o custo do upgrade for baixo, pode valer a pena pela garantia renovada e por ter um aparelho “zerado”. Contudo, se o custo for alto, não é uma mudança necessária.

Recursos extras: Privacidade e Galaxy AI

O S26 Ultra traz uma funcionalidade inédita no segmento: a tela de privacidade. É possível aplicar diferentes níveis de proteção para evitar que outras pessoas vejam o conteúdo da tela, o que é excelente para o uso de aplicativos bancários ou visualização de notificações. Além disso, a suíte Galaxy AI continua evoluindo, tornando-se mais versátil e prática para remover objetos de fotos ou editar imagens rapidamente com o auxílio da S Pen.

Perguntas Frequentes

  • O S26 Ultra superaquece com facilidade?
    Como qualquer topo de linha, ele apresenta aquecimento em tarefas pesadas, mas não é algo excessivo. O uso de capas ajuda a minimizar a percepção desse calor.
  • A S Pen ainda apresenta o “cheiro de queimado”?
    Com o uso contínuo, é possível notar esse odor, que é uma característica comum decorrente do aquecimento interno do dispositivo na área da caneta, sem afetar o funcionamento.
  • A tela de privacidade reduz a qualidade da imagem?
    Sim, especialmente nos níveis máximos de proteção. O ideal é ativá-la apenas em aplicativos específicos, como bancos ou redes sociais, quando necessário.
  • Por que a bateria pode drenar mais rápido em alguns lugares?
    O principal vilão do consumo é a intensidade do sinal da sua operadora. Sinais fracos de 4G ou 5G forçam o aparelho a trabalhar mais, consumindo mais energia e gerando mais calor.