Intel Core Ultra Série 3 com Arquitetura Panther Lake: Primeiras Impressões sobre o Desempenho Gráfico
A chegada dos processadores Intel Core Ultra Série 3, baseados na arquitetura Panther Lake, marca um novo patamar para os chips da Intel. Após o anúncio oficial em setembro do ano passado, estes processadores foram oficialmente lançados na CES, trazendo novidades significativas, especialmente no que tange ao desempenho gráfico integrado.
Na minha opinião, o aspecto mais empolgante desta nova arquitetura é o salto no poder da GPU integrada. Havia uma promessa de mais de 50% de melhoria no desempenho gráfico em comparação com a geração anterior, a Intel Core Ultra Série 2 com Meteor Lake. Essa evolução gerou grande expectativa sobre a capacidade de rodar jogos com qualidade satisfatória em notebooks que não possuem uma GPU dedicada.
Pude testar os primeiros notebooks equipados com o chip Panther Lake e compartilhar as minhas primeiras impressões, que incluem alguns *benchmarks* práticos.
O Showroom da Intel na CES
Antes de mergulharmos nos testes de jogos, é interessante notar o *showroom* montado pela Intel no evento, apresentando o que será possível fazer com esses novos chips. Foi notável, por exemplo, ver uma demonstração do software DaVinci Resolve Studio rodando, indicando que o aprimoramento gráfico não se restringe apenas aos jogos, mas se estende também a aplicações de produtividade e edição de vídeo.
O *stand* reunia produtos de diversas marcas parceiras que já estão lançando notebooks com o novo processador, como Asus (Zenbook), Positivo (uma surpresa ver uma marca brasileira no evento internacional), Lenovo, HP, Calibur, Clevo, Samsung, LG, MSI, Dell, Acer, Monster e Honor.
Além dos notebooks, os mini PCs também se beneficiam deste novo chip, que concentra um poder gráfico adicional em formatos compactos.
Os Mini PCs e a Tecnologia Integrada
Entre os dispositivos em exposição, destacam-se os mini PCs. Um modelo em particular, o NUC da Asus, chamou a atenção por ser super compacto, mas com uma boa conectividade, incluindo duas portas de rede e duas portas HDMI na parte traseira. Ao ser aberto, revelou um hardware de notebook bem consolidado internamente.
No interior deste modelo Asus NUC, foi possível observar dois *slots* M.2 2280 para SSDs e um sistema de dissipação que utiliza um *fan* na parte inferior para jogar ar ambiente diretamente sobre o dissipador de calor, demonstrando soluções térmicas eficientes para um formato pequeno.
Também foram vistos modelos de outras marcas, como um da Cadas com o Core Ultra X7 358H, um da MSI bem compacto, e um modelo de referência de engenharia da própria Intel.
Testando o Desempenho Gráfico: A GPU Intel Arc B390
O foco principal para muitos é saber se esses chips realmente conseguem rodar jogos atuais. A Intel demonstrou grande confiança, permitindo testes em máquinas com jogos rodando livremente, sem embargos ou restrições. Foi possível ver jogos *Triple A* rodando em notebooks que não são focados em *gaming*.
Em um teste rápido com Battlefield 6, um jogo *Triple A*, a performance da placa de vídeo integrada Intel Arc B, presente nos processadores Panther Lake, mostrou-se muito próxima de uma placa de vídeo dedicada de entrada, comparável, em testes iniciais, a uma RTX 4050 Laptop da Nvidia.
Para os testes detalhados, foi utilizada uma área dedicada a *benchmarks* com máquinas de referência. O teste principal foi realizado com um notebook Lenovo equipado com o chip mais potente da linha, o Intel Core Ultra X9 388H, que contém a GPU Intel Arc B390.
É importante notar que a GPU Intel Arc B390 está presente nos chips Core Ultra X7 e X9 da nova geração. O Core Ultra 5 338H também conta com essa GPU, enquanto outros modelos com nomenclatura diferente (apenas “Intel Graphics”) tendem a apresentar ganhos mais moderados.
Resultados dos Benchmarks em Jogos
Todos os testes de jogos foram executados em Full HD. Vale ressaltar que não houve tempo para otimizar configurações de *driver* ou do painel de controle da Intel (como o Frame Generation) previamente, servindo como uma avaliação inicial do desempenho bruto.
Cyberpunk 2077
1. **Desempenho Bruto (Ultra, sem XESS ou Frame Generation):** A Intel Arc B390 alcançou 43 quadros por segundo. Embora não seja um número altíssimo, é considerado bom para uma GPU integrada em um notebook fino e leve, rivalizando com placas dedicadas de entrada.
2. **Com XESS (Modo Qualidade):** Ao ativar o escalonamento XESS, a taxa subiu para **mais de 60 quadros por segundo**, tornando a experiência muito mais fluida. No entanto, notou-se perda de definição, com serrilhados e borrões, mesmo na tela menor do notebook.
3. **Com Frame Generation:** Ativando o Frame Generation, a taxa de quadros saltou para mais de 100 FPS. Apesar de serem *frames* gerados (falsos), a experiência sentida foi mais suave, sem um aumento significativo na latência, aproveitando o *refresh rate* elevado das telas modernas.
Outros Jogos Triple A
Em jogos como God of War: Ragnarok, a experiência foi similar à de Cyberpunk, conseguindo taxas acima de 60 FPS na base (utilizando XESS) e podendo ser suavizada ainda mais com o Frame Generation.
Teste de Estresse: Overdrive com Ray Tracing
Para um teste extremo, o modo Overdrive de Cyberpunk 2077 foi acionado com Ray Tracing no máximo e sem tecnologias de escalonamento (XESS ou Frame Generation). O resultado foi de apenas 7 FPS, confirmando que, embora a capacidade seja impressionante para gráficos integrados, esses recursos exigem otimizações via software para se tornarem jogáveis.
Mesmo com Ray Tracing no médio e XESS no modo automático, a média ficou em 43 FPS. Com a adição do Frame Generation, a taxa ultrapassou 90 FPS, mas a experiência não foi ideal devido à base baixa de quadros.
Conclusão das Primeiras Impressões
O desempenho gráfico dos novos chips Panther Lake é realmente muito interessante. A GPU integrada já rivaliza com placas de vídeo dedicadas de entrada em notebooks mais finos e leves, oferecendo maior autonomia de bateria.
Felizmente, a Intel superou a fase de gráficos integrados com desempenho estagnado (como Intel Iris ou HD Graphics). A melhoria da geração anterior para esta foi substancial, com um ganho de 50% prometido.
Com ajustes nas configurações, como usar o XESS para atingir a base de 60 FPS e aplicar o Frame Generation para aumentar a fluidez, é possível ter uma experiência de jogo casual satisfatória em títulos *Triple A*. Este avanço pode levar muitas fabricantes a priorizar o novo chip Intel em detrimento de GPUs dedicadas de entrada, como a RTX 4050 Laptop, devido ao melhor consumo de energia e portabilidade.
Perguntas Frequentes
- O que são os processadores Intel Core Ultra Série 3 com arquitetura Panther Lake?
São a nova geração de processadores da Intel, sucessores da Série 2 (Meteor Lake), focados em melhorias significativas no desempenho gráfico integrado. - Qual a principal melhorança gráfica prometida pelo Panther Lake?
A Intel prometeu um ganho de desempenho gráfico de mais de 50% em relação à geração anterior. - Como a Intel Arc B390 se compara a placas dedicadas?
Em testes preliminares, a Intel Arc B390 se aproxima do desempenho de uma placa de vídeo dedicada de entrada, como a GeForce RTX 4050 Laptop. - É possível jogar jogos Triple A com a GPU integrada?
Sim, é possível jogar títulos pesados como Cyberpunk 2077, principalmente utilizando tecnologias de escalonamento como XESS e Frame Generation. - Qual a importância do recurso Frame Generation nesses testes?
O Frame Generation ajuda a aumentar a taxa de quadros significativamente (acima de 100 FPS em testes), melhorando a fluidez, especialmente quando a taxa base é inferior a 60 FPS.






