Explorando a Jornada Artística e Tecnológica: De Cover ao Futurismo
Neste artigo, exploramos a trajetória de uma artista, mergulhando em suas primeiras experiências com a música, a tecnologia que moldou sua juventude e como ela navega a indústria criativa atualmente. A conversa revela desde participações notáveis na infância até a preferência por ferramentas de escrita analógicas em meio ao cenário digital.
Inícios e Primeiras Performances
Um fato curioso sobre a artista é que, aos 10 anos de idade, ela cantou “America the Beautiful” na abertura do US Open de 2009. Ela recorda o processo de audição, que envolveu esperar por três horas em Nova York, na companhia da mãe. Os jurados celebridades incluíam um ator de “Another Cinderella Story” e a artista Lil Mama.
Ao ser questionada sobre qual música de seu catálogo deveria alcançar 1.1 bilhão de streams, ela sugeriu “Damn Right” como uma excelente porta de entrada para quem não conhece seu trabalho. No entanto, para os ouvintes mais atentos, ela aponta “Get Luv” como uma de suas faixas favoritas e subestimadas.
A Primeira Tecnologia Pessoal Marcante
Em contraste com a menção de que um de seus clipes ganhou como Melhor Vídeo R&B/Soul/Jazz, a discussão migrou para a primeira tecnologia pessoal significativa que ela adquiriu. A resposta surpreendeu: foi um HitClips.
Ela mencionou que seu HitClips tocava trechos de músicas famosas como “Hit Me Baby One More Time” de Britney Spears e sucessos do Backstreet Boys. Ela relembrou a experiência de ter apenas 30 segundos da música disponíveis, ressaltando como essa escassez tornava a experiência preciosa, algo muito diferente da facilidade de streaming atual.
Ela compara isso à época do iTunes, onde também se ouvia apenas os primeiros 30 segundos de uma canção. A característica de ser um chaveiro tornava o gadget particularmente “fly” (estiloso).
A conversa tangenciou outros gadgets nostálgicos, como as câmeras I-Zone, aquelas que tiravam fotos coloridas em tiras. Também houve menção aos Tamagotchi, os bichinhos virtuais que exigiam muita atenção, algo que a artista admite ter negligenciado no escritório.
Equipamentos Atuais e o Início da Produção
A artista revelou que seu ponto de partida na produção musical foi humilde: um microfone Blue Yeti, o software GarageBand e “um sonho”.
Atualmente, como escritora, ela tem encontrado grande utilidade em um processador de texto analógico: o Alphasmart 3000. Este dispositivo, que precedeu o Microsoft Word em certos aspectos, possui apenas uma pequena tela e um teclado. Ele permite salvar até oito arquivos que podem ser transferidos posteriormente para um computador ou impressora.
Ela descreve essa ferramenta como um alívio, uma forma de se “esconder do algoritmo” e evitar as distrações comuns ao escrever em celulares ou laptops.
Para seu trabalho musical e para manter sua estação de trabalho enquanto viaja, ela adquiriu equipamentos mais recentes, como o microfone Shure SM7B e novos fones de ouvido, pois os antigos estavam desgastados.
Do YouTube à Criação de Universo Próprio
A artista reconheceu fazer parte da “geração do YouTube”, tendo começado fazendo covers na plataforma e no Instagram. Ela mencionou admirar artistas que ascenderam via YouTube, citando Ryan Higa e Jeremy Passion. Ela também lembrou de KevJumba (cujo nome legal é Kevin Jumburaris), vendo-o como uma das primeiras representações visíveis de um asiático fazendo algo notável na mídia.
Ao refletir sobre a mudança na indústria, ela aponta que, como ninguém em sua família tinha contato com o meio musical, começar era do zero, usando covers como forma de expressão inicial.
A maior transformação que percebe é a diferença entre interpretar músicas de outros artistas e a tarefa de “criar seu próprio universo”.
Liberdade Criativa e Identidade Artística
O momento mais empolgante em sua carreira atual é ter mais liberdade e recursos para criar da maneira que deseja. Isso inclui colaborar com pessoas específicas, viajar e ser inspirada por diferentes lugares. Ela também se sente gratificada por se conectar com pessoas que compartilham sua mensagem de autenticidade, citando a sintonia com os temas do filme “K-Pop Demon Hunters”.
Sua identidade artística frequentemente evoca uma estética de futurismo e ficção científica. A artista explica que isso surge do desejo de não ser limitada por espaço ou tempo. Ela cita inspirações visuais fortes, como os videoclipes dos anos 90 dirigidos por Hype Williams e Spike Jonze (dos Beastie Boys).
Além disso, obras como o filme de animação Akira (dos anos 80) e o trabalho de Miyazaki a inspiram profundamente. Ela nota que a animação oferece menos limites técnicos para visualizações radicais. Essa fusão de elementos futuristas com um toque nostálgico permite que sua arte seja “um pouco de tudo”, explorando novos “sabores”.
Em uma nota divertida, ela revelou que seu apelido de infância era “Blueberry Cheeto” por misturar mirtilos com Cheetos em acampamentos, e expressou seu apreço por combinações inusitadas de sabores, como o sorvete de batata frita do Morgenstern’s, lamentando saber que a unidade de Nova York fechou.
A conversa terminou com referências à parceria com Outschool, algo que ela considera um “plot twist da século”, sentindo-se abençoada por poder continuar criando e compartilhando sua arte.
Debates Locais de Nova Jersey
Sendo de Nova Jersey, ela foi inevitavelmente questionada sobre o famoso debate local: se a carne processada é chamada de Taylor Ham ou Pork Roll. Ela admitiu não ter muita familiaridade com o produto, mas inclinou-se a chamar de Pork Roll, para a surpresa do interlocutor, que defendia “Taylor Ham”.
Perguntas Frequentes
- O que inspirou a artista a usar o Alphasmart 3000?
O dispositivo analógico foi adotado como uma forma de evitar distrações digitais ao escrever, permitindo que ela se concentrasse na criação longe das interferências do algoritmo. - Como a artista começou sua carreira musical?
Ela iniciou postando covers no YouTube e Instagram, sem ter conexões familiares com a indústria musical, usando isso como sua primeira forma de se expressar publicamente. - Por que a estética futurista é importante em seu trabalho?
A artista se inspira na ideia de não estar presa a um espaço ou tempo específico, misturando influências nostálgicas dos anos 90 com visuais de ficção científica e animação. - É possível separar a criação de covers da criação de um universo próprio?
Sim, a artista percebeu que a maior mudança na carreira foi a transição de interpretar músicas de outros para desenvolver e construir seu universo criativo original. - Qual a importância de se conectar com o público através de mensagens?
É muito importante para a artista encontrar pessoas que se alinham com sua mensagem de ser quem você realmente é, sentindo-se livre e conectada ao compartilhar esse propósito.






