Análise Detalhada: O Novo MacBook Air M5 e o Comparativo com o M4
O mais recente MacBook Air com o chip M5, anunciado pela Apple no final de fevereiro, acaba de chegar ao mercado brasileiro em março. Neste artigo, vamos detalhar as características do modelo que chegou para análise, especificamente a versão prateada com chip M5, 16 GB de memória RAM e 512 GB de armazenamento. É importante notar que essa configuração já oferece o dobro de armazenamento em comparação com a geração anterior do MacBook Air M4.
No geral, o design se mantém o mesmo da geração anterior, mas as mudanças internas, centradas no novo chip, merecem atenção.
Preços e Configurações Iniciais
O MacBook Air M5 foi lançado no Brasil com preços que começam em R$ 14.000 para o modelo de entrada de 13 polegadas. A versão com tela de 15 polegadas inicia em R$ 16.000.
Os preços mencionados consideram a configuração de 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento com o chip M5 (10 núcleos de CPU e 8 núcleos de GPU). Há também uma variante do M5 com 10 núcleos de GPU. A memória RAM pode ser configurada até 32 GB, e o armazenamento pode chegar a 4 TB, elevando o valor do modelo máximo para mais de R$ 35.000.
O modelo de entrada, avaliado neste artigo, tem um preço oficial de R$ 14.000 na Apple Store, mas pode ser encontrado em revendas por cerca de R$ 12.000 no momento da análise. Há registros de ofertas ainda mais vantajosas, aproximando-se de R$ 10.500 ou menos à vista no Pix em lojas específicas.
Unboxing e Primeiras Impressões
Ao abrir a embalagem, a expectativa de que o design externo permaneceria o mesmo se confirmou. A cor prateada é um clássico, embora alguns prefiram o tom “Meia-Noite” (um azul escuro).
Dentro da caixa, encontramos o cabo USB Tipo C com conexão MagSafe para recarga e o carregador. Um ponto notado foi a qualidade da embalagem externa, que já parece ter perdido o acabamento premium anterior, chegando com algumas marcas.
O carregador que acompanha este modelo agora é de 40W com pico de 60W, classificado como “carregador dinâmico”. Isso representa um avanço em relação ao carregador que vinha com o MacBook Air M4. O carregador é compacto, lembrando um carregador de celular, mas com potência superior.
Ao ligar o aparelho, notamos que ele veio sem o macOS Tool instalado, exigindo uma atualização inicial do sistema operacional.
Design e Conectividade
O design físico é idêntico à geração anterior: tela Retina de 13.6 polegadas, notch que abriga a câmera de 12 MP com Center Stage, teclado retroiluminado e trackpad Force Touch.
A conectividade se mantém com:
* Duas portas USB Tipo C (com conexão USB 4.0 e Thunderbolt).
* Conexão MagSafe.
* Conector P2 para fones de ouvido.
Uma crítica recorrente é a manutenção da porta USB 2.0 no MacBook Air, enquanto o MacBook Neo conta com portas mais modernas (USB 4.0).
Outra mudança estética notada no teclado, seguindo a linha do MacBook Neo, é a substituição de textos como “Tab”, “Caps Lock” e “Shift” por símbolos universais.
Câmera e Áudio
A câmera e a qualidade de áudio permanecem as mesmas do MacBook Air M4. A câmera de 12 MP com Center Stage é adequada para videochamadas, oferecendo uma imagem nítida, mas não se destina a usos profissionais de captura de vídeo.
Desempenho: M5 vs. M4
Os testes de desempenho foram realizados comparando o MacBook Air M5 com o modelo M4 anterior.
CPU (Geekbench 6)
Considerando os modelos de entrada (10 núcleos de CPU: 4 de desempenho e 6 de eficiência):
* Single Core: M4 marcou 3850 pontos; M5 marcou 4186 pontos. Isso representa uma evolução de aproximadamente **8.7%**.
* Multi Core: M4 marcou 15.511 pontos; M5 marcou 17.140 pontos. Isso indica um ganho de cerca de **10.5%**.
Em comparação com o MacBook Neo (A18 Pro), que possui mais núcleos, a diferença é muito maior, com o M5 apresentando 18% a mais no single core e 92% a mais no multicore.
Em cargas de trabalho longas, como renderização contínua, espera-se um thermal throttling (redução de desempenho devido ao aquecimento) de cerca de 10% em ambos, pois ambos possuem dissipação passiva.
GPU (Geekbench 6 – Metal API)
O salto de desempenho gráfico é significativamente maior:
* M4 marcou 48.278 pontos.
* M5 marcou 64.877 pontos.
Isso representa um aumento de **34.4%** no poder computacional gráfico.
No teste Solar Bay Extreme (que utiliza Ray Tracing), a melhoria é ainda mais expressiva:
* M4: 17.1 FPS.
* M5: 25.4 FPS.
Isso se traduz em um ganho de **48%** no desempenho de renderização 3D com Ray Tracing.
Desempenho em Jogos (Cyberpunk 2077)
Em um teste casual com Cyberpunk 2077 (Full HD, Ray Tracing no Baixo, Metal Effects no Balanceado):
* O M5 conseguiu atingir médias acima de 60 FPS, chegando a mais de 70 FPS em algumas áreas, indicando uma jogabilidade satisfatória para títulos AAA com ajustes gráficos apropriados.
Inteligência Artificial (Geekbench AI – Core ML)
As melhorias no processamento de IA são notáveis, devido aos aceleradores neurais em cada núcleo da GPU do M5:
* Single Precision: Ganho de **55%** (de 8.429 para 13.128 pontos).
* Half Precision: Ganho de **157%** (de 9.425 para 24.227 pontos).
* Quantized: Ganho de **188%** (de 8.731 para 25.191 pontos).
Esses saltos são gigantescos em tarefas específicas de IA, sinalizando o foco da Apple nesta área.
SSD (Armazenamento)
Com o dobro de armazenamento na configuração de entrada (512 GB vs. 256 GB na geração anterior), há uma diferença considerável na velocidade do SSD devido à arquitetura de memória:
* Escrita: M4 (256 GB) atingiu cerca de 1970 MB/s; M5 (512 GB) atingiu 6484 MB/s, um aumento de **228%**.
* Leitura: M4 (256 GB) atingiu cerca de 2800 MB/s; M5 (512 GB) atingiu 6800 MB/s, um acréscimo de **138%**.
Bateria e Carregamento
A autonomia da bateria permanece a mesma prometida pela Apple: 18 horas de reprodução de vídeo e 15 horas de navegação web. A capacidade física da bateria é de 53.8 WH, maior que os 36 WH do MacBook Neo, mas menor que os modelos Pro. Na prática, o uso intensivo do chip M5 pode consumir a bateria em cerca de 2 a 3 horas de processamento pesado.
O carregamento melhorou, passando do carregador de 30W do M4 para o carregador dinâmico de 40W a 60W no M5.
Conclusão: Vale o Upgrade?
O MacBook Air M5 é uma máquina muito forte para sua categoria de notebooks ultrafinos.
* **Se você vem de um MacBook Air M2 ou M1:** O upgrade pode valer a pena, especialmente se você necessita de melhorias em IA ou gráficos.
* **Se você já possui um MacBook Air M4:** O upgrade não é recomendado. As melhorias na CPU são modestas (cerca de 10%), e a GPU é melhor, mas o M4 já é muito capaz para a maioria das tarefas diárias, comunicação e edição de vídeo 4K básica.
O preço também influencia a decisão: com o M4 podendo ser encontrado na faixa de R$ 8.000 a R$ 10.000, ele oferece um custo-benefício excelente se as melhorias do M5 em IA e GPU não forem essenciais para o seu fluxo de trabalho.
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Perguntas Frequentes
- Qual a principal diferença entre o chip M5 e o M4?
A principal diferença reside na GPU e no processamento de Inteligência Artificial. O M5 oferece melhorias gráficas significativas (cerca de 30% a mais) e um salto de desempenho de até 200% em tarefas específicas de IA devido aos aceleradores neurais aprimorados. - O MacBook Air M5 melhora o desempenho em jogos?
Sim, o desempenho gráfico melhorou consideravelmente. Em testes como o 3D Mark com Ray Tracing, houve um aumento de quase 50% em quadros por segundo. Em jogos AAA, como Cyberpunk 2077, é possível obter jogabilidade acima de 60 FPS com configurações gráficas mais baixas. - Como a configuração de armazenamento afeta a velocidade?
Modelos com 512 GB de armazenamento no M5 utilizam dois módulos de SSD, resultando em velocidades de escrita e leitura muito superiores (mais de 200% de ganho na escrita) em comparação com os modelos base de 256 GB da geração anterior. - É possível usar o MacBook Air M5 para tarefas pesadas de renderização?
Sim, é possível, mas como o Air não possui ventoinhas (dissipação passiva), tarefas muito longas de renderização causarão thermal throttling, reduzindo o desempenho em cerca de 10% ao longo do tempo. - O carregador incluído na caixa mudou?
Sim, o MacBook Air M5 vem com um carregador dinâmico de 40W, com pico de 60W, o que é um avanço em relação ao carregador anterior, que era de 30W.






