Nintendo Switch 2: Unboxing e Primeiras Impressões

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Você pode forçar uma resolução mais baixa, se desejar. Além disso, temos a configuração da taxa de atualização (refresh rate), que está em 120 Hz.

Ao trocar para o modelo OLED, nota-se que a tela é um pouco maior, o que é perceptível na diferença de tamanho. Atualmente, estou jogando no Nintendo Switch com um teclado e um mouse conectados. É um momento aguardado, pois após meses de rumores e espera, finalmente temos o Nintendo Switch 2 na bancada, lançado globalmente no dia 5 de junho.

Esta é a primeira vez que um console da Nintendo tem lançamento nacional no mesmo dia do lançamento mundial. É verdade que o preço não está baixo — os impostos encarecem o produto —, mas pelo menos não houve a necessidade de viajar para trazer esta novidade.

Neste artigo, faremos o unboxing do Nintendo Switch 2, testaremos a jogabilidade com teclado e mouse (já que isso se tornou possível) e analisaremos os acessórios adquiridos, como o controle Pro de segunda geração e a webcam para o console.

Unboxing do Nintendo Switch 2

A caixa do Nintendo Switch 2 é muito similar à do primeiro modelo, sendo pequena e compacta. Houve discussões online sobre a confusão que a semelhança das caixas poderia causar, mas há um número “2” grande visível, o que ajuda a diferenciar as versões.

Observo que na edição especial de Mario Kart World, a Nintendo optou por colar apenas um adesivo na caixa, sendo a mesma embalagem usada para o modelo sem o jogo. Seria interessante ter pelo menos uma imagem do jogo na caixa, mas percebemos uma economia nesse aspecto. A classificação indicativa é livre, com menção a “violência fantasiosa”.

Ao remover o lacre e abrir a caixa, o console aparece com a tela voltada para cima. Lembro-me da polêmica nos Estados Unidos, onde funcionários de lojas grampeavam a nota fiscal diretamente na caixa, chegando a furar a tela do console. Seria mais sensato embalar o console de forma que o papel não tocasse a tela.

Segurando o Switch 2 pela primeira vez, a impressão é que ele está consideravelmente maior e mais evoluído em design em comparação com o primeiro Switch, que parecia um “GPSzinho”, e até mesmo o OLED, que já havia refinado o visual. O Switch 2 parece mais refinado.

Os novos Joy-Cons também são maiores, proporcionando uma pegada melhor.

Conteúdo da Caixa

Dentro da embalagem, encontramos os seguintes itens:

  • Um código para baixar a versão digital de Mario Kart World. É bom notar que o código vem em um sistema de “raspadinha”, o que é mais seguro contra resgates indevidos, diferentemente de códigos expostos que podem ser resgatados antes do consumidor final.
  • Um cabo HDMI Ultra High Speed.
  • As alças (straps/cordons) para prender os Joy-Cons aos pulsos.
  • O encaixe de plástico para transformar os Joy-Cons em um controle unificado.
  • Um cabo USB Tipo C e o adaptador de tomada, agora separados (diferente das gerações anteriores onde eram uma peça única).

O adaptador de tomada da nova geração é um upgrade, pois suporta várias potências de saída (15W, 27W, 45W ou 60W), trabalhando com tensões de 3.59V, 9V, 15V ou 20V.

Por fim, temos a nova Dock, que parece um pouco maior e mais ajeitada. Ela possui duas portas USB Tipo A nas laterais, onde conectei o teclado e o mouse. Na parte traseira, temos as conexões USB, HDMI e a porta de rede, semelhante à Dock do modelo OLED.

Uma observação importante: o Nintendo Switch 2 já conta com 256 GB de armazenamento interno. Se for usar um cartão microSD, ele agora requer o padrão EX, que garante velocidades de leitura e escrita mais altas, diferente dos cartões convencionais. Ao testar com um cartão normal, o console exibe uma mensagem de erro de compatibilidade.

Bônus da Edição Especial

Nas edições de colecionador de Mario Kart World, foi revelado que há um brinde extra escondido no fundo da caixa, um figure colecionável sortido do Mario Kart. Muitos unboxings não mostraram este item, então é bom verificar o fundo da caixa se adquirir esta edição.

Primeiras Impressões do Hardware

A tela do Switch 2 parece ter um acabamento mais bonito. É crucial notar que já vem com uma película protetora instalada de fábrica, e a Nintendo instruiu que ela não deve ser removida.

O console mantém uma espessura fina, o que preserva a portabilidade esperada, sendo menor e menos trambolhudo do que portáteis com Windows ou SteamOS.

Ao encaixar os Joy-Cons, percebe-se o famoso sistema de ímãs. O encaixe funcionou perfeitamente, com um leve “joguinho” apenas ao forçar, mas no uso normal, a sensação é de uma peça sólida e bem presa.

O mecanismo de destaque dos controles é notavelmente melhorado, simples e suave, facilitando a remoção com um pequeno acionamento plástico que afasta levemente o ímã.

Configuração Inicial e Sistema Operacional

Ao ligar o console, a configuração inicial é familiar, solicitando o idioma (Português do Brasil) e conexão à internet. O sistema realiza uma atualização de software. A agilidade do sistema operacional é imediatamente perceptível; o eshop carrega muito mais rápido em comparação com o Switch OLED, onde o carregamento era lento e travava ocasionalmente.

A transferência de dados do Switch antigo para o novo é simples, bastando aproximar os consoles e seguir as instruções (ambos devem estar conectados ao AC). O sistema transfere salvamentos e configurações, mas não o conteúdo dos jogos em si, que serão baixados da nuvem posteriormente.

Análise da Tela (LCD vs. OLED)

A tela LCD do Switch 2 foi um ponto de preocupação, visto o quão ruim era a tela do primeiro Switch LCD. Contudo, a qualidade dessa nova tela LCD é surpreendentemente alta. Ao comparar lado a lado com o OLED:

  • A tela LCD do Switch 2 não tem o contraste nem o brilho do OLED, mas a qualidade é muito superior à do Switch 1.
  • As cores são boas e o ângulo de visão é satisfatório.
  • Não há muito reflexo, e a experiência se aproxima bastante da versão OLED.

É provável que a opção pelo LCD nesta versão inicial seja uma estratégia capitalista, visando lançar futuramente um modelo “Pro” com tela OLED, forçando um novo gasto.

Comparação de Tamanho

O Switch 2 é visivelmente maior que o Switch 1 e até maior que o Switch OLED. No entanto, quando comparado com o Steam Deck, o Switch 2 se mantém significativamente menor e mais fino, preservando a característica principal da linha: a portabilidade.

Desempenho dos Jogos

Ao testar jogos compatíveis, como The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, foi necessário comprar o pacote de upgrade para rodá-lo com melhorias gráficas e de taxa de quadros (acima de 30 fps, chegando aos 60 fps com resolução aprimorada). Jogos como Mario Odyssey e Hollow Knight já recebem melhorias automaticamente.

A principal melhoria percebida em jogos mais pesados é a velocidade de carregamento (loading), que é muito mais rápida, melhorando a experiência geral.

Atenção à retrocompatibilidade: A compatibilidade não é 100% garantida. Jogos como Portal 2 não abriram e causaram um erro no software, indicando que a emulação não é nativa e pode ter comprometimentos.

Ao jogar Cyberpunk 2077 no modo dockado (conectado à TV 4K), o console consegue enviar um sinal 4K a 60 Hz com HDR habilitado, embora o jogo rode internamente com resolução escalada (como 1440p com DLSS). A experiência 4K/60Hz em um console Nintendo é inédita e notável.

Novas Funcionalidades: Mouse e Teclado

Um recurso muito interessante é a capacidade de usar o Joy-Con deitado como um mouse, bastando deslizar o acessório sobre uma superfície. O sistema ativa o modo mouse automaticamente. Isso é excelente para jogos que se beneficiam de mira precisa, como os jogos de tiro.

Ao conectar um teclado e um mouse via dongles USB na Dock, o sistema reconhece a entrada, permitindo jogar títulos como Cyberpunk 2077 com controles de PC gamer, algo que era impensável em um console portátil da Nintendo até agora. A transição entre o controle tradicional e o mouse/teclado é suave.

Acessórios: Webcam

A webcam oficial do console usa conexão USB Tipo C para Tipo C e é relativamente cara (aproximadamente R$ 379). Ela funciona como uma webcam padrão no PC, mas seu uso principal parece ser integrado ao ecossistema do Switch.

Considerações Finais

O Nintendo Switch 2 é claramente um console melhorado. Embora o preço de lançamento seja alto, e a biblioteca inicial de jogos com suporte total ao hardware ainda seja limitada, as melhorias na qualidade de vida (sistema operacional ágil, carregamentos rápidos, tela LCD superior) e as novas possibilidades (4K dockado, uso de teclado/mouse) são acertos notáveis.

Ainda preciso comparar mais detalhadamente com o Switch 1 em cenários práticos, mas a impressão inicial é muito positiva, superando as expectativas geradas pelo anúncio inicial.

Perguntas Frequentes

  • O que mudou no design do Nintendo Switch 2?
    O console está consideravelmente maior e um pouco mais pesado, mas mantém um perfil fino, garantindo a portabilidade. O design geral parece mais refinado que nas gerações anteriores.
  • A tela do Nintendo Switch 2 é OLED?
    Não, esta versão inicial utiliza uma tela LCD, que, no entanto, apresenta qualidade superior à do Switch 1 original, com cores e contraste próximos ao OLED, mas sem os benefícios plenos desta tecnologia.
  • Qual a melhor forma de usar teclado e mouse?
    Conecte os periféricos via dongles USB na Dock. Jogos compatíveis reconhecerão automaticamente o setup, inclusive o Joy-Con deitado pode funcionar como mouse.
  • É possível jogar todos os jogos do Switch original no novo console?
    Não. A retrocompatibilidade não é 100% garantida; alguns jogos antigos podem não iniciar ou travar devido a questões de emulação de software.
  • Qual a capacidade de armazenamento do Nintendo Switch 2?
    Ele vem com 256 GB de armazenamento interno, mas requer cartões microSD no padrão EX para expansão de memória.

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