S26 Ultra: 6 decepções que descobri usando na vida real

Após utilizar o Galaxy S26 Ultra como meu celular principal por um período prolongado, pude identificar algumas evoluções interessantes, mas também pontos negativos que só aparecem na experiência de uso real. Embora o aparelho traga melhorias, existem decisões de design e limitações técnicas que merecem atenção.

O retorno ao alumínio e o aquecimento

Um dos pontos que mais me incomodou foi a escolha do material nas laterais. Após o S24 Ultra introduzir o titânio e o S25 Ultra manter essa proposta premium, a Samsung optou por retornar ao alumínio no S26 Ultra. Embora o design tenha ficado visualmente agradável, essa mudança parece um retrocesso em relação ao toque e à robustez que o titânio oferecia.

Muitos justificam a troca pelo controle de temperatura, mas, na prática, não notei diferença significativa. O aparelho continua esquentando da mesma forma que os antecessores. Mesmo com promessas anuais de melhorias na câmara de vapor, o aquecimento sob uso intenso permanece presente.

Queda de brilho em uso externo

Embora o pico de brilho de 2.600 nits seja suficiente para ver a tela sob a luz do sol, existe um problema recorrente desde o S24 Ultra: a redução rápida do brilho quando utilizamos a câmera ao ar livre. Em situações de gravação ou fotografia sob a luz do sol, o sistema reduz o brilho da tela rapidamente como uma forma de proteção térmica. Em comparação com modelos concorrentes, como o iPhone 17 Pro e Pro Max, essa queda no Galaxy acontece de forma muito mais agressiva.

Desafios na distância focal

Apesar de o conjunto de câmeras ser sólido, notei uma piora na distância focal da lente principal. Na prática, isso significa que, ao tentar escanear um documento ou ler um QR Code, você precisa manter o celular a uma distância maior do objeto para que o foco seja realizado corretamente. Em testes comparativos com o S25 Ultra, o S26 Ultra apresentou mais dificuldade em focar objetos próximos, o que pode impactar a produtividade no dia a dia.

Design e ergonomia

O design do S26 Ultra é bonito, mas ele perdeu a identidade visual única que diferenciava a linha Ultra dos demais integrantes da família Galaxy. Agora, todos os modelos estão visualmente muito parecidos, o que, para quem investe em um topo de linha, acaba tirando a exclusividade do aparelho.

Outro ponto crítico é o desnível das câmeras. Mesmo utilizando uma capa, a protuberância das lentes é muito acentuada, fazendo com que o celular balance sobre qualquer superfície plana. Além disso, a S Pen continua sem oferecer grandes novidades, mantendo-se como uma ferramenta de escrita, sem comandos suspensos que realmente agreguem valor no uso diário. A bateria, em minha opinião, teria sido um upgrade muito mais bem-vindo do que manter a S Pen como ela está hoje.

De forma geral, o Galaxy S26 Ultra é um conjunto muito sólido e competitivo, especialmente considerando sua faixa de preço. No entanto, é importante que o usuário esteja ciente desses pequenos detalhes técnicos antes de realizar a compra.

Perguntas Frequentes

  • O S26 Ultra possui bordas de titânio?
    Não, o modelo retornou ao uso de alumínio na lateral, diferentemente das gerações anteriores que utilizavam titânio.
  • Por que a tela do celular diminui o brilho sozinha?
    O aparelho reduz o brilho automaticamente como uma medida de proteção térmica quando detecta aquecimento excessivo durante o uso de câmeras ao ar livre.
  • A distância focal da câmera piorou?
    Na prática, sim. O foco em objetos muito próximos, como documentos ou QR Codes, exige que você mantenha o celular mais distante do objeto do que em modelos anteriores.
  • A S Pen teve grandes mudanças?
    Não. A S Pen permanece com funcionalidades básicas voltadas para escrita e precisão em desenhos, mas sem grandes inovações nos comandos suspensos.
  • O aparelho balança se for colocado sobre a mesa?
    Sim, devido à protuberância significativa das lentes, o celular apresenta um desnível acentuado ao ser colocado em superfícies planas.