Teste de Voo 12 da Starship V3 da SpaceX: Veja o Ponto de Vista de um Satélite Starlink com Câmera Acoplada aos 9:35

O Starship continua a evoluir, com atualizações extensas aplicadas em praticamente todos os sistemas da aeronave. Com pouco mais de 124 metros de altura quando totalmente montado, a nova versão está ligeiramente maior que a anterior, permitindo o armazenamento de um volume ainda maior de propelente.

Mudanças estruturais no Booster Super Heavy

O estágio inferior, conhecido como Super Heavy, apresenta mudanças visíveis em seu exterior. A alteração mais significativa está no topo: o adaptador de estágio quente (hot-stage adapter), que antes era descartado após o uso, foi substituído por uma estrutura totalmente integrada, projetada para ser reutilizável.

Nesta nova configuração, os motores Raptor do Starship são acionados diretamente sobre o tanque de combustível do booster. O sistema conta com uma camada de aço não estrutural que protege o topo do foguete durante a separação do estágio a quente.

Aperfeiçoamentos nos Grid Fins e propulsão

Outra mudança importante foi a redução do número de grid fins (aletas de grade) de quatro para três, tornando-as 50% maiores e mais resistentes. Elas não servem apenas para a orientação durante o retorno para a captura, mas agora também possuem pontos de fixação específicos para auxiliar nesse processo.

Internamente, o tubo de transferência de combustível foi redesenhado. Este componente, responsável por mover o metano líquido para os 33 motores Raptor, agora permite uma manobra de inversão mais rápida e a ignição simultânea de todos os motores.

Na base, os motores Raptor 3 permitiram a eliminação das volumosas proteções térmicas (engine shrouds), integrando o hardware de aviônica de forma mais compacta, protegido por blindagens mais finas.

Evoluções no Segundo Estágio

O Starship foi projetado para transportar cargas orbitais massivas, com capacidade de levar até 100 toneladas métricas para a órbita terrestre, Lua ou Marte. As principais melhorias incluem:

  • Redesenho do sistema de propulsão: Um projeto totalmente novo para aumentar o volume dos tanques e melhorar o sistema de controle de reação para manobras em órbita.
  • Dispensador de carga: O sistema PEZ foi aprimorado para aumentar a velocidade de implantação de satélites, permitindo lançar até 60 satélites Starlink V3 de uma só vez.
  • Portas de acoplagem: Adição de novos pontos de conexão que permitirão, no futuro, a união entre dois Starships para a transferência de combustível em órbita.

Testes e Operações em Voo

Durante as missões, o sistema de separação a quente segue um cronograma preciso: após o desligamento da maioria dos motores do booster, os motores do navio são acionados enquanto as duas partes ainda estão conectadas. Grampos especializados garantem a fixação e, em seguida, se retraem para dentro do anel de separação para proteção.

A tecnologia também está sendo testada para permitir o monitoramento visual do escudo térmico durante o voo, utilizando câmeras em satélites liberados em órbita. Esse desenvolvimento é fundamental para garantir a integridade da nave em missões de retorno e captura, visando a meta final de uma reutilização rápida e confiável.

Perguntas Frequentes

  • O que é o sistema de separação a quente?
    É um procedimento onde os motores do segundo estágio são acesos enquanto ele ainda está fisicamente acoplado ao booster, permitindo uma transição mais eficiente durante o voo.
  • Por que o número de grid fins foi reduzido?
    O design foi otimizado para três aletas 50% maiores e mais resistentes, que além de servirem para direcionar o foguete durante a reentrada, agora também facilitam o processo de captura.
  • É possível transferir combustível entre dois Starships?
    Sim, o veículo foi equipado com novas portas de acoplagem justamente para permitir a interconexão em órbita e o reabastecimento entre naves.
  • Qual a capacidade de carga útil do Starship?
    A nave foi desenhada para transportar até 100 toneladas métricas para a órbita terrestre baixa, com potencial para missões rumo à Lua e Marte.
  • Por que o monitoramento do escudo térmico é importante?
    Observar o estado do escudo térmico ainda em voo é essencial para preparar o veículo para o processo de captura e pouso, garantindo que a estrutura esteja intacta para o próximo voo.