Avançando o Computação de Alto Desempenho: Do Gaming a Workstations com IA
No cenário tecnológico atual, a computação de alto desempenho (HPC) é reconhecida como a espinha dorsal do mundo moderno. Existe um compromisso contínuo em avançar essa tecnologia para solucionar os desafios mais urgentes em diversas áreas, como nuvem, saúde, manufatura, comunicações, automotivo, PCs e jogos. A tecnologia presente permeia todos esses setores.
É importante notar que nem toda carga de trabalho exige a infraestrutura de nuvem, e nem todo avanço necessita de um supercomputador. Na verdade, parte do poder da Inteligência Artificial (IA) mais robusta está ocorrendo diretamente em dispositivos pessoais. Com modelos menores acessando dados locais, é possível obter *insights* instantâneos. Nesta apresentação, o foco é pensar grande ao ir pequeno, cobrindo três áreas principais: Gaming, PCs com IA (AIPC) e Workstations.
Gaming e a Arquitetura RDNA 4
A paixão por jogos moldou carreiras e continua sendo uma grande motivação. Com o objetivo de tornar o nível entusiasta de *gaming* acessível a todos, foi introduzida a arquitetura RDNA 4.
A missão para gráficos é criar experiências imersivas e universalmente acessíveis, que quebram as barreiras da realidade. Essa visão levou a uma parceria notável com a Sony e o PlayStation através do Project Amethyst. Este esforço de cocriação visa reimaginar o futuro dos jogos imersivos, liberando novos patamares de realismo, capacidade de resposta e criatividade em consoles, PCs e na nuvem.
Essa colaboração resultou no desenvolvimento de modelos avançados que alimentam a próxima geração de *upscaling* e *frame generation* do FSR. Essa evolução pavimentou o caminho para o FSR 4, lançado no início deste ano.
O que começou como uma técnica tradicional de *upscaling* evoluiu para um motor de aprendizado de máquina (*Machine Learning Engine*) que otimiza cada *frame* em tempo real. Na sua essência, a super resolução por ML (ML Super Resolution) prevê e reconstrói detalhes ausentes, escalando instantaneamente para uma resolução mais alta. O resultado são visuais nitidamente definidos, *frame rates* mais altos e latência drasticamente reduzida.
Em comparação com o FSR 3, o FSR 4 renderiza cada folha de grama com clareza nítida, e a neblina se acumula sem obscurecer detalhes. Esses são os momentos em que os detalhes costumam desaparecer, mas o FSR 4 preserva a cena e honra a arte por trás dela. Em cenas com alta densidade de partículas, como fogo e brasas, o FSR 4 mantém todos os detalhes nítidos.
A implementação do FSR 4 na mais recente arquitetura RDNA 4 é um avanço empolgante. No segundo semestre deste ano, os *gamers* com RDNA 4 podem esperar o FSR Redstone. O *pipeline* de aprendizado de máquina dele aplica técnicas avançadas de renderização neural (*neuro rendering*) sobre a super resolução, impulsionando ainda mais o desempenho e a fidelidade. Com o FSR Redstone, a fidelidade de *path tracing* será trazida a todos os usuários RDNA 4, aproximando-nos de apagar as fronteiras entre o virtual e o real.
A partir de 5 de junho, mais de 60 jogos suportarão o FSR 4, com muitos outros chegando ao longo do ano. A resposta da comunidade tem sido fantástica, levando a equipe a ir além. Foi introduzida a placa gráfica AMD Radeon RX 960 XT, a placa gráfica mais rápida disponível por menos de US$ 350.
Projetada para *gaming* Elite 1440p, ela possui 16 GB de VRAM e oferece 821 TOPS de *AI compute* para liberar todo o potencial do FSR Redstone. Em termos de desempenho, a 960 XT se destaca: é 6% mais rápida em 40 títulos de jogos sem *upscaling* ou *frame generation*. Em jogos como *Spider-Man 2* ou *Call of Duty Black Ops 6*, essa vantagem salta para mais de 20%. Em títulos com *ray tracing*, como *Hogwarts Legacy*, os 16 GB de VRAM da 960 XT oferecem uma vantagem ainda maior. Ela também entrega 15% melhor desempenho por dólar em comparação com as versões de 8 GB e 16 GB da 5060 Ti. A família RDNA 4 estará disponível mundialmente a partir de 5 de junho.
A Revolução dos AIPC: Desempenho e Privacidade Local
A IA está remodelando o futuro, mas o PC continua sendo a base. A linha de AIPC (AI PCs) estabelece o padrão da indústria.
O Ryzen AI 7 supera a concorrência com 30% mais desempenho. O Ryzen AI 9 eleva isso para 60%. E o Ryzen AI Max é um verdadeiro monstro, entregando 3 vezes o desempenho de seu rival mais próximo. É tão potente que o Ryzen AI Max supera o novo M4 Pro da Apple em 15%.
O objetivo não é apenas quebrar recordes, mas sim estabelecer a fundação para a próxima era da computação pessoal. Em apenas dois anos, a IA evoluiu rapidamente: as janelas de contexto explodiram, e os LLMs (Grandes Modelos de Linguagem) agora compreendem texto, fala e imagens. Eles se tornaram mais nítidos e pessoais, migrando da correspondência de padrões para o raciocínio real.
Contudo, a verdadeira mudança pode ser o tamanho. Em muitos casos, o menor não é apenas suficiente, mas sim melhor. LLMs grandes são poderosos, mas lentos, custosos e menos precisos para tarefas especializadas. Modelos menores, por outro lado, são mais rápidos, nítidos e podem rodar em qualquer lugar. É aqui que os AIPCs brilham. Com *neuro engines* integradas, eles reduzem a latência, dispensam a nuvem e trazem a IA privada para o seu notebook.
Um exemplo prático foi demonstrado com um Agente de IA para radiologistas. Para a área da saúde, a privacidade dos dados é crucial, sendo fundamental rodar agentes de IA na máquina local e em uma rede privada.
Neste cenário, um raio-X recém-tirado foi carregado no agente. Ele utilizou um modelo de linguagem grande, treinado em um *dataset* médico, para analisar potenciais doenças da imagem carregada. Para proteger a privacidade do paciente, o *laptop* não estava conectado à rede, garantindo que o agente de IA estivesse rodando inteiramente localmente, sem transmissão de dados privados para a nuvem.
Como resultado, o agente forneceu a saída rapidamente. Tradicionalmente, radiologistas gastam horas pesquisando casos semelhantes para referência. Com este agente de IA, ao digitar um comando como “Mostrar imagens de referência”, uma lista de referências aparece na tela em menos de 5 segundos, algo que levaria horas de pesquisa.
Workstations e a Transformação no Trabalho Profissional
A transformação impulsionada pela IA já é uma realidade em lares, estúdios, escolas e escritórios, com a previsão de que 80% dos PCs e mais dispositivos terão IA integrada até 2028.
Em ambientes profissionais, foram apresentadas novidades:
* ThinkPad P16 Gen 4: A *mobile workstation* baseada em AMD mais potente, construída para profissionais com cargas de trabalho de IA altamente exigentes.
* ThinkPad T14S Gen 6: Que se estabeleceu como padrão ouro em *laptops* corporativos, oferecendo 3 vezes o aumento de desempenho em relação à geração anterior.
* Yoga 7 2-em-1: Traz a IA da AMD em um formato conversível para liberdade criativa incomparável.
* Série Legion (PC e Go): Continuam elevando o padrão com desempenho em tempo real impulsionado por IA.
Além disso, processadores de workstation de próxima geração AMD chegarão ao ThinkStation P8, a *workstation* *flagship* construída para cargas de trabalho criativas e intensivas em IA. A AMD planeja lançar muitos outros dispositivos AIPC com tecnologia AMD ao longo do ano, oferecendo mais opções para consumidores, *gamers* e profissionais de negócios.
Para empresas, o desempenho e a eficiência são apenas o ponto de partida. É necessário ter segurança de ponta, gerenciamento remoto sem complicações e confiabilidade inigualável. É aí que entra o AMD Pro, combinando segurança reforçada, gerenciamento remoto contínuo e confiabilidade inigualável, tudo apoiado pela performance bruta da AMD.
Em parceria com OEMs, como a ASUS, foram reveladas quatro novas máquinas comerciais da série ASUS Expert, todas equipadas com a mais recente tecnologia AMD:
* ASUS ExpertBook P3: Ideal para profissionais em movimento, equipado com processador AMD Ryzen AI 7.
* Série Desktop ExpertCenter: Inclui o P600 (All-in-One), P700 (Desktop) e o PM54 (Mini PC), todos com Ryzen AI Pro, otimizando fluxos de trabalho como criação de conteúdo e colaboração em tempo real. O P600 possui tela sensível ao toque de 24 e 27 polegadas; o P700 possui um chassi sem ferramentas e durabilidade padrão militar dos EUA.
Desempenho Extremo para Workloads Exigentes
Embora os AIPCs elevem a computação, alguns fluxos de trabalho, como simulações multifísicas e gradação de *footage* 8K, exigem um poder de workstation incomparável.
A missão para workstations é clara: empurrar os limites da computação de alto desempenho para as cargas de trabalho criativas e de IA mais exigentes. O processador Ryzen Threadripper 7000 Series é o CPU de workstation mais potente já fabricado.
O anúncio principal foi a nova série de processadores Ryzen Threadripper Pro 9000, com codinome Shimata Peak. Este é o CPU de workstation mais poderoso do mundo. Construído na arquitetura Zen 5 de 4 nanômetros, o Shimata Peak entrega até 96 núcleos e 192 *threads*, com *throughput* e eficiência energética inigualáveis. Ele domina simulações, *design* e renderização em velocidades recordes.
Em testes de *benchmark* como o Cinebench, o domínio é absoluto, com o Threadripper Pro 9000 quebrando recordes mundiais anteriores da própria geração anterior, superando-os em 2.2x em cargas de trabalho do mundo real. Tarefas como a união de imagens de *drone survey*, que antes levavam 10 horas, agora levam apenas quatro, enquanto simulações de subestações elétricas rodam quatro vezes mais rápido, tudo isso reduzindo o consumo de energia pela metade.
Para a indústria de entretenimento, a parceria com empresas como a Weather FX, que utiliza *hardware* AMD, mostra a importância desse poder. Os criadores de conteúdo estão na linha de frente da mudança, e a combinação de IA com a potência AMD está definindo um novo capítulo na produção cinematográfica.
Para acelerar a inovação em IA, foi anunciada a Radeon AI Pro R9700. Baseada na arquitetura RDNA 4 de próxima geração, esta GPU é projetada para profissionais que precisam de desenvolvimento de IA rápido, seguro e local. Ela oferece desempenho de ponta onde os dados mais críticos residem: no local, em tempo real e sob controle do usuário.
A R9700 é construída para cargas de trabalho sérias de IA, com mais de 1.500 TOPS de desempenho 4-bit. Ela potencializa a inovação de IA de próxima geração. Pela primeira vez, temos a plataforma de *workstation* mais poderosa do mundo para desenvolvedores de IA, construída para treinar, ajustar (*fine-tune*) e implantar a próxima geração de modelos. Isso é alcançado com quatro GPUs Radeon AI Pro R700, cada uma com 32 GB de VRAM, combinadas com o processador de próxima geração AMD Threadripper.
O Shimata Peak e a Radeon AI Pro R9700 estarão disponíveis já em julho. O potencial inexplorado dos dispositivos *endpoint* é imenso, pois o pequeno não é menos; o pequeno é poderoso. É possível pensar grande ao ir pequeno.
Perguntas Frequentes
- O que é a arquitetura RDNA 4?
É a arquitetura gráfica desenvolvida para tornar o *gaming* de nível entusiasta acessível a todos, sendo a base para o FSR 4. - Como o FSR 4 difere das versões anteriores?
O FSR 4 evoluiu de um *upscaling* tradicional para um motor de aprendizado de máquina que otimiza cada *frame* em tempo real, aprimorando detalhes e reduzindo latência. - O que são AIPC e por que são importantes?
AIPC (AI PCs) são computadores pessoais equipados com *neuro engines* para rodar IA localmente. Isso é importante porque permite IA privada, reduz a latência e elimina a dependência da nuvem para tarefas especializadas. - Qual a principal vantagem dos processadores Ryzen AI Max?
O Ryzen AI Max oferece 3 vezes o desempenho de seu rival mais próximo em tarefas de IA e é capaz de superar o M4 Pro da Apple em 15%. - Qual o objetivo principal da série de processadores Ryzen Threadripper Pro 9000?
O objetivo é dominar cargas de trabalho profissionais extremamente exigentes, como simulações e renderização, oferecendo a maior contagem de núcleos (até 96) e eficiência energética no mercado de workstations.






