Aterrissagem Lunar da Intuitive Machines Fica Aquém das Expectativas

Acompanhando a Sequência de Pouso da Missão IM-2 em Tempo Real

Acompanhamos momentos cruciais diretamente do Centro de Controle da Intuitive Machines em Houston, Texas, onde os controladores de voo se preparavam para a tensa sequência de pouso da missão IM-2. Este voo foi conduzido sob contrato com a iniciativa Commercial Lunar Payload Services (CLPS) da NASA, parte do esforço Artemis para retornar à Lua e realizar descobertas científicas e avanços tecnológicos.

Visualizando a Telemetria com o Viz

Na tela, é exibida uma ferramenta de consciência situacional lunar chamada Viz. Trata-se de uma animação que representa dados de telemetria em tempo real, alimentados no Nova Control. Este software processa os dados recebidos e gera uma visualização, sendo uma ferramenta útil para monitorar as atividades da nave espacial Athena no espaço.

A visualização apresenta diferentes indicadores:

  • A linha branca aponta em direção à Lua.
  • A linha azul indica a trajetória passada e pretendida.
  • As linhas amarela e verde apontam para o Sol e a Terra, respectivamente.
  • Diferentes cones coloridos podem aparecer em vários pontos durante o pouso, representando os conjuntos de antenas utilizados para comunicação em linha de visada com a Terra.

Esta visualização será exibida periodicamente e deixada ativa durante o pouso para fornecer as informações mais precisas possíveis.

Trajetória da Missão até a Órbita Lunar

A Athena foi lançada em 26 de fevereiro, às 19h16, horário padrão do leste, a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX. Aproximadamente 43 minutos após a decolagem, a nave entrou em uma órbita de transferência translunar, um trajeto direto para a Lua. Nos dias seguintes, foram realizados pequenos acionamentos de motor para refinar a trajetória.

Em 3 de março, os controladores de voo comandaram a inserção em órbita lunar, posicionando o módulo de pouso a cerca de 100 km (aproximadamente 62 milhas) acima da superfície lunar por três dias. Durante esse período em órbita, a Athena se preparou para a descida final à superfície.

A Sequência de Pouso

O processo de pouso começou com a ignição e acionamento do estágio principal. Os cronômetros foram iniciados, e a equipe aguardava confirmações de dados, especialmente a leitura da pressão da câmara após o acionamento do motor.

Os comandos de aceleração inicial (break burn) foram executados a cerca de 90% da capacidade máxima, deixando uma margem de aproximadamente 10% para ajustes de potência, caso necessário. Este processo de desaceleração é um procedimento de cerca de 11 minutos, onde o motor não desliga abruptamente, mas sim reduz progressivamente a potência até o pouso suave na superfície lunar.

Durante a queima de desaceleração, que começou a cerca de 10 km de altitude, as câmeras a bordo começaram a transmitir imagens. Uma imagem obtida durante a queima de frenagem, a cerca de 10 km acima da superfície, mostrava a área de pouso, incluindo o rover Lunar Outpost Map Rover dentro de um quadrado de referência. Essas imagens capturadas em modo HRN foram transmitidas momentos antes de a equipe retornar totalmente ao monitoramento do Centro de Controle.

Pouso Confirmado

Em um momento dinâmico, os controladores de voo passaram para as operações de pouso. Houve comandos sendo enviados ao módulo de pouso e confirmações sendo recebidas de que a Athena estava se comportando como esperado.

Foram obtidas confirmações de que o motor havia sido desligado e que o sistema estava despressurizando o motor, com o “spark” (faísca) devidamente reconhecido. A mensagem crucial foi confirmada: Athena pousou na superfície da Lua.

Após o pouso, a equipe iniciou o processo de desligamento dos sistemas que não são essenciais. Foi confirmado que o carregamento solar estava ativo, indicando que os painéis estavam expostos ao Sol. A prioridade imediata era determinar a orientação do veículo, essencial para garantir que os sistemas de antena estivessem apontados corretamente para maximizar o sinal e permitir o download de dados de saúde do veículo e outras imagens.

Apesar da complexidade da situação, a comunicação direta com o veículo foi mantida, e os comandos previstos para o tempo de pouso foram enviados com sucesso.

Próximos Passos

A equipe continuaria avaliando a situação dinâmica no controle da missão. Uma coletiva de imprensa estava programada para as 15h, horário central (16h, horário do leste), no Johnson Space Center.

Perguntas Frequentes

  • O que é o Viz usado durante o pouso?
    O Viz é uma ferramenta de visualização que anima os dados de telemetria recebidos em tempo real, representando a posição e trajetória da nave espacial Athena em relação à Lua.
  • Qual o objetivo da iniciativa CLPS?
    O objetivo da iniciativa Commercial Lunar Payload Services (CLPS) é apoiar o retorno à Lua no contexto do programa Artemis, possibilitando descobertas científicas e avanços tecnológicos por meio de contratos comerciais.
  • Como é feito o pouso suave na Lua?
    O pouso é realizado por meio de um longo acionamento do motor principal, que começa com a queima de desaceleração e continua reduzindo gradualmente a potência (throttling down) até o contato final com a superfície lunar.
  • Qual é a importância da orientação do veículo após o pouso?
    A orientação correta é crucial porque determina a posição das antenas de comunicação, o que influencia a quantidade de sinal recebido e quando dados adicionais, como imagens e saúde do veículo, podem ser baixados.