Primeiras Impressões do Vivo Y31: Análise Inicial de um Celular de Entrada
O aparelho em questão chegou para análise e, de imediato, chama a atenção por ser uma versão brasileira de um modelo lançado no final do ano passado no exterior, conhecido como Vivo Y31. As especificações de fábrica estão visíveis na parte traseira, o que é comum em contatos iniciais com novos dispositivos.
Design e Construção
Visualmente, o celular tem uma aparência mais plástica e um design que remete a modelos mais antigos. Essa característica é intencional, pois o foco deste dispositivo é ser acessível. A pegada dele é claramente a de um celular de entrada, simples e focado em ser econômico.
Em termos de construção, ele é feito de plástico e parece relativamente pesado, com um aspecto um pouco mais grosseiro. A sensação é de um aparelho que foi concebido há alguns anos, mas isso se justifica pela proposta de baixo custo.
Outro ponto notável é a fabricação nacionalizada, especificamente no polo industrial de Manaus. Essa produção local coloca a marca em pé de igualdade com Samsung e Motorola no segmento de custo-benefício, potencialmente reduzindo os custos finais.
Tela e Desempenho Inicial
O dispositivo possui uma tela de **6.68 polegadas** com tecnologia **IPS LCD** e taxa de atualização de **120 Hz**. A tela, embora seja LCD, não é considerada “tosca”, apresentando um ângulo de visão razoável para um celular simples.
No entanto, um detalhe que desagradou no primeiro contato foi o acabamento da tela. Sem a película de proteção de fábrica (que é apenas um filme simples, não de vidro), a tela demonstra uma sensação “grudenta” ou que “cola na mão”, indicando a ausência de um tratamento oleofóbico adequado. Esse aspecto, comum em modelos mais baratos, é facilmente resolvido com a aplicação de uma película de vidro.
Quanto ao desempenho, o aparelho foi projetado para ser lento e simples. Enquanto as atualizações de aplicativos estavam pendentes (o que é esperado em um setup inicial), a fluidez é lenta. O sistema está rodando o **Android 15** e conta com a customização da Jovi, incluindo a Jovi Store, V App Store e i Manager.
Apesar da lentidão, a percepção inicial é que ele não trava, mesmo com tarefas de fundo como a atualização de apps. O processador, que o sistema aponta inicialmente como Snapdragon 6S Gen 2 (enquanto fontes externas indicam o Snapdragon 400 ou 680/685), é compatível com o desempenho mais modesto. A taxa de 120 Hz, embora pareça fluida, exige um esforço maior do processador fraco, fazendo com que o ideal fosse um modo fixo em 60 Hz ou, se disponível, 90 Hz para um melhor equilíbrio.
Multitarefa e Aplicativos Nativos
O celular vem com **8 GB de RAM**, o que faz uma diferença significativa para a multitarefa, permitindo que aplicativos em segundo plano (como WhatsApp, e-mail, etc.) permaneçam ativos sem serem forçados a recarregar ao retornar a eles.
O sistema de software da Jovi inclui ferramentas como o **i Manager**, que oferece funções básicas como limpar espaço, verificação de vírus, resfriamento do telefone e gestão de consumo de dados. Embora o conceito de fechar apps no resfriamento não seja ideal, a transparência nas informações apresentadas é um ponto positivo.
Uma característica interessante é o **clone de aplicativo**, útil para separar contas de trabalho e pessoais.
Câmeras
A câmera principal possui **50 megapixels**, mas o foco não é a qualidade pura do sensor, e sim o conjunto geral. O aplicativo de câmera simula múltiplas lentes (0.8x, 1x, 1.2x), mas na prática, apenas a câmera principal é utilizada, com os outros níveis de zoom sendo feitos via software (corte digital). A câmera de profundidade, que aparece como segunda opção, não parece funcional ou ativa.
Bateria e Carregamento
Um aspecto muito chamativo é a bateria de **6500 mAh**, considerada excelente para esta faixa de preço. Além disso, o aparelho vem com um carregador rápido, com potência estimada entre **40W e 44W**, o que é um grande ponto positivo para um dispositivo de entrada.
Considerações Finais da Primeira Impressão
Este é um celular de entrada que funciona. Ele não é rápido, mas é estável. O grande fator decisivo para sua compra será o preço: se ele custar até R$ 800, é uma opção válida. Acima disso, ele já entra em competição direta com modelos mais capazes, como o Galaxy A07/A07S. A construção mais robusta e a grande bateria são os pontos altos, mas a performance modesta e o acabamento da tela são os “trade-offs” esperados para um dispositivo focado em baixo custo.
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Perguntas Frequentes
- O que é um “celular de entrada”?
É um dispositivo projetado para ser acessível financeiramente, com foco em funcionalidades básicas e custo reduzido, geralmente sacrificando desempenho e materiais premium. - Qual a diferença entre 4G e 5G em processadores de entrada?
Em alguns casos, a versão 5G pode utilizar um processador ligeiramente menos potente que a versão 4G, para manter o custo baixo, já que a tecnologia 5G encarece o hardware. - Como o 120 Hz afeta um processador fraco?
Manter a tela em 120 Hz força o processador a renderizar mais quadros por segundo, aumentando o esforço e podendo causar lentidão ou engasgos em um chipset menos capaz. - É comum celulares fabricados no Brasil terem especificações diferentes de versões internacionais?
Sim, é possível que versões customizadas para o mercado local (como a brasileira) apresentem variações em especificações, como processador e conectividade, dependendo da estratégia de custo e homologação local. - Por que o aparelho não esquentou durante testes de atualização?
Celulares com processadores de entrada, por serem menos potentes, geram menos calor sob carga leve ou moderada, como a atualização de aplicativos em segundo plano.






