iPhone 17: Uma Revisão Prática Após 100 Dias

Análise de 100 Dias com o iPhone 17: Prós, Contras e Realidade do Software

Após um período considerável de adiamentos, impulsionados por eventos inesperados ou lançamentos surpresa, finalmente chegou o momento de compartilhar uma análise aprofundada sobre o iPhone 17, após utilizá-lo por mais de 100 dias. Reunimos muitas opiniões e observações sobre este aparelho, que se mostra um dos melhores iPhones dos últimos tempos.

Neste artigo, focaremos na experiência prática, deixando as especificações técnicas de lado, pois elas já estão disponíveis em outro lugar.

Design e Durabilidade: Usando Sem Proteção

Uma observação imediata é o prazer de usar o telefone sem qualquer capa ou protetor de tela. Isso é possível porque o aparelho conta com o Apple Care, o que gera uma confiança maior para o uso diário.

A relação com o iPhone 17 mudou drasticamente desde o primeiro dia. Inicialmente, procurava-se um local seguro para guardá-lo, mas agora a preocupação é garantir que ele caia de forma segura, e não o contrário. Houve situações em que o telefone caiu durante gravações, resultando em pequenos amassados nas laterais e alguns arranhões superficiais. No entanto, a parte traseira permanece intacta, e a tela, surpreendentemente, está impecável, “limpa como nova”, ao contrário de outros aparelhos que costumam acumular arranhões frontais com o tempo.

O design segue a linha do ano anterior, mas as cores foram aprimoradas, apresentando tons mais suaves e, na opinião pessoal, muito mais agradáveis do que as cores introduzidas nas versões Pro.

Display: O Upgrade Mais Esperado

A tela é o ponto de maior destaque e discussão. Este modelo finalmente adotou um painel LTPO com taxa de atualização de 120 Hz e resolução de 1.5K, características antes exclusivas dos modelos Pro. Além disso, foi implementado o suporte ao recurso Always-On Display (AOD).

Embora haja um revestimento antirreflexo, ele não é tão proeminente quanto o visto em dispositivos da Samsung, não fazendo uma diferença notável na experiência geral.

Durante o uso intensivo, que envolveu rolar longas sequências de Reels, assistir a muitas horas de filmes e séries (tanto com os alto-falantes do telefone quanto com fones de ouvido), a experiência foi sempre satisfatória. O brilho se mostrou adequado para uso em ambientes externos, internos e até mesmo em ambientes muito escuros à noite.

Software: O Grande Ponto de Atrito

Ironicamente, o software foi a área que mais gerou problemas. O iOS 26, após mais de 100 dias de uso, parece ter saído diretamente da fase beta, apresentando uma quantidade excessiva de *bugs*. Embora a empresa esteja trabalhando para corrigi-los, a dinâmica é de que antigos *bugs* são resolvidos e novos aparecem em seu lugar.

Alguns dos problemas notáveis encontrados foram:

* O botão de controle da câmera travou completamente em um momento.
* A tela de bloqueio ocasionalmente exibia falhas, como a impossibilidade de ver as horas corretamente, com a sobreposição de outros elementos (como OTPs).
* Surgiram barras pretas aleatórias na parte superior da tela.
* *Bugs* de interface são frequentes, a ponto de sentir falta deles quando passam alguns dias sem aparecer.
* Em um voo de 8 horas, o Apple Music recusou-se a tocar músicas baixadas, forçando o usuário a repensar estratégias de entretenimento.

Além dos *bugs*, existem várias inconveniências:

* Usuários vindos do Android ficam surpresos ao descobrir que não é possível ativar o *hotspot* móvel com o Wi-Fi ligado simultaneamente.
* O aplicativo Fotos é considerado confuso.
* A localização de OTPs (One-Time Passwords) no aplicativo Mensagens é comparada a uma caça ao tesouro.
* Não é possível configurar múltiplos alarmes usando a Siri.
* O recém-introduzido “Apple Intelligence” é classificado como totalmente inutilizável. O usuário mencionou usar o Gemini no iPhone para tarefas de reconhecimento (como identificar dinossauros) com sucesso.

O software atual é visto como uma “pura bagunça”, que não faz jus ao hardware potente.

Desempenho de Hardware: Potência Bruta

Em termos de hardware, o iPhone 17 vem equipado com o mais recente processador A19 e oferece mais armazenamento na variante de entrada. O desempenho é, sem dúvida, de ponta.

No uso normal, o aparelho lida com todas as tarefas com facilidade. Os *bugs* de software estragaram a experiência, mas o hardware em si não teve culpa. Os aplicativos permaneceram na memória pelo tempo desejado, e mesmo sob estresse — como 3 horas contínuas de uso de *hotspot*, chamadas de vídeo, reprodução de vídeos e uso casual do Snapchat — não houve *throttling* de desempenho.

#### Desempenho em Jogos e Refrigeração

A experiência com jogos é mista. Jogos como BGMI, COD Mobile, Clash of Clans e até o recém-lançado RDR rodaram bem, sem grandes problemas de *framerate*. Contudo, a taxa de amostragem de toque (*touch sampling rate*) pareceu lenta, especialmente para quem está acostumado com modelos como OnePlus 15 ou iQOO 15. Isso resultou em toques não registrados ao jogar Clash of Clans.

A falta de um sistema de refrigeração adequado é notável. O telefone aquece significativamente após 20 a 30 minutos de jogos, e até mesmo durante longas chamadas de vídeo ou ao usar o CarPlay, o aparelho tende a ficar “super quente”, fazendo com que o brilho da tela diminua como consequência.

Bateria e Carregamento

A otimização de bateria, historicamente um ponto forte da Apple, apresentou inconsistências no iPhone 17. Inicialmente, a duração era baixa, exigindo recarga ao final do dia. No entanto, após cerca de um mês de uso, a situação melhorou consideravelmente.

Na maioria dos dias de uso moderado (Instagram, chamadas, WhatsApp e Slack, com algumas videochamadas), foi possível atingir facilmente de 7 a 8 horas de tela ligada (*Screen-on Time – SOT*), com 20% a 30% de bateria restante. Em fins de semana de uso mais leve (YouTube, Netflix), o SOT ultrapassou as 10 horas, o que é excelente.

O carregamento também ficou mais rápido: atingir 70% leva cerca de 30 minutos. Contudo, uma carga completa ainda exige 1 hora e meia. O suporte a carregamento sem fio é um bônus positivo.

Detalhes Adicionais Importantes

Há pequenos aspectos que agregam valor ao dispositivo:

* **Chip Ultra Wideband:** O fato de a Apple ter incluído este chip no modelo base é positivo, facilitando a localização de acessórios perdidos, como os AirPods.
* **Conectividade:** Não houve problemas com a rede Wi-Fi ou conectividade de rede tanto na Índia quanto em outras regiões.
* **Display Out:** A porta USB-C suporta saída de vídeo, o que é útil. Por outro lado, transferir fotos para um PC via cabo é extremamente lento.
* **NFC:** A presença do NFC, que não pode ser usado para pagamentos (Apple Pay ainda não está disponível na Índia), é frustrante.

Câmeras: Confiabilidade e Qualidade

As câmeras são, em resumo, extremamente confiáveis. Elas foram usadas para gravar vários vídeos curtos e até mesmo algumas cenas em vídeos mais longos. A capacidade de gravar em 4K a 60 fps agrada a maioria dos usuários.

A câmera de selfie com recurso *Center Stage* facilita a captura de fotos em grupo e mantém o usuário enquadrado em videochamadas, sendo um recurso de grande conveniência.

O *Dual Video Recording* é útil para registrar momentos específicos, embora não seja essencial.

Na qualidade das fotos, todos os sensores (principal, ultrawide e a câmera de selfie) produzem resultados muito bons. Embora não haja uma lente telefoto dedicada, os *shots* em 2x são ótimos, e os de 3x são bem utilizáveis.

Comparando com o Vivo X300, a diferença principal é no processamento:

* **Vivo:** Processa muito, deixando as pessoas mais “bonitas” do que realmente são.
* **iPhone 17:** Mantém um visual mais natural e cores mais precisas.

Para quem busca fidelidade de tons de pele e cores, o iPhone é a escolha correta. As fotos de paisagem, como céus claros, praias e árvores, saíram excelentes. Mesmo as fotos noturnas e em baixa luz exigem mais atenção, mas um fotógrafo mediano consegue ótimos resultados.

Conclusão da Experiência

O iPhone 17 representa um excelente custo-benefício da Apple, com melhorias significativas em relação aos modelos base anteriores. A adição de muita funcionalidade prática ao aparelho foi feita sem um aumento drástico no preço.

A grande ressalva é o software, que precisa ser corrigido. No entanto, é importante notar que mesmo que se optasse pelo modelo Pro, o usuário enfrentaria os mesmos problemas de software.

Perguntas Frequentes

  • Qual a principal vantagem do display do iPhone 17?
    A principal vantagem é a adoção do painel LTPO com 120 Hz e suporte a Always-On Display (AOD), características de ponta.
  • Como o desempenho em jogos é afetado?
    O desempenho bruto é ótimo, mas a taxa de amostragem de toque é considerada lenta em comparação com alguns concorrentes Android, causando problemas como toques não registrados em jogos de ação.
  • É possível usar o Apple Pay com o NFC deste modelo?
    Não. O aparelho possui NFC, mas o serviço Apple Pay não está disponível na região de uso, tornando a funcionalidade limitada.
  • Como a duração da bateria se comportou ao longo do tempo?
    Inicialmente fraca, a duração melhorou após o primeiro mês, oferecendo consistentemente entre 7 a 8 horas de tela ligada em uso misto.
  • Qual a diferença de processamento de fotos entre o iPhone 17 e o Vivo X300?
    O Vivo tende a processar mais as imagens para um resultado mais “bonito”, enquanto o iPhone prioriza tons de pele e cores mais precisos e naturais.